Adutoras recebem primeiras ações preventivas

Por: Carlos Lara - imprensa@saaesorocaba.sp.gov.br
Foto: Carlos Lara

O plano de intervenções preventivas implantado pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Sorocaba, visando à minimização de novos acidentes nas quatro adutoras que trazem água bruta da represa do Clemente para a ETA Cerrado, começou a ser colocado em prática no início desta semana, com o trabalho de roçagem das áreas por onde passam as tubulações, em seus 14 quilômetros de extensão.

O objetivo da ação, de acordo com o diretor-geral da autarquia, Ronald Pereira da Silva, é permitir que as vistorias preventivas diárias sejam realizadas com maior eficácia, visto que muitos trechos das adutoras encontram-se cobertos de mata, impedindo a sua visualização.

“São diversos os trechos em que as adutoras encontram-se escondidas em mata fechada, motivo pelo qual entendemos que esse trabalho inicial de roçagem é fundamental, pois as vistorias técnicas para que novos acidentes não ocorram exige uma apuração visual num primeiro instante, para em seguida iniciarmos efetivamente as manutenções preventivas em todos os pontos em que forem detectados problemas”, explica Ronald Pereira.

As vistorias técnicas nas adutoras também já estão sendo realizadas desde o início desta semana, nos trechos onde a roçagem já foi finalizada. Esse trabalho vem sendo realizado por uma equipe de “corredores de linha”, formada por funcionários da autarquia destacados para percorrer todo o trecho das adutoras, desde a represa do Clemente, a  1,5 quilômetro abaixo de Itupararanga, onde acontece a captação da água, até a Estação de Tratamento de Água do Cerrado.

Nesse trabalho, que inclui trechos na serra de São Francisco, na cidade de Votorantim e no território de Sorocaba, os servidores fazem a inspeção visual, anotando os pontos problemáticos encontrados – incluindo condições do terreno ao redor das adutoras que possam causar acidentes; as estruturas de sustentação das tubulações; e as próprias condições físicas das tubulações. A partir dessas anotações, os engenheiros da autarquia irão até os locais  apontados para uma vistoria mais apurada e a partir de então serão definidas as intervenções preventivas a serem executadas.

São quatro as adutoras que trazem água bruta para tratamento e distribuição em Sorocaba: uma de 800 milímetros de diâmetro, em aço; uma de 500 milímetros em ferro; uma de 350 milímetros em fibrocimento e uma de 500 milímetros de diâmetro em aço, que está em reforma, com previsão de retomada de operação para outubro deste ano.

Trabalho continua no trecho rompido

Embora a recomposição do trecho danificado da adutora de 800 milímetros de diâmetro tenha sido finalizada no último dia 6, os funcionários do Saae/Sorocaba continuam trabalhando no local desde então, reforçando as estruturas de sustentação, visto que o rompimento se originou com o deslocamento dos pilares de concreto, com as fortes chuvas ocorridas no último dia 31 de janeiro.

“Nosso objetivo num primeiro momento era recompor o trecho rompido de uma forma segura e no menor espaço de tempo possível, para que assim pudéssemos restabelecer o abastecimento de água tratada na cidade, o que foi feito. A partir de então, demos início aos trabalhos complementares, de reforço de toda a estrutura que sustenta as adutoras naquele trecho, para que as possibilidades de novos acidentes sejam totalmente afastadas”, explica o diretor-geral da autarquia.

O trabalho que os funcionários do Saae estão realizando no local consiste na implantação de novos pilares de sustentação, visto que a tubulação se encontra  num trecho aéreo, suspensa a uma altura de 12 metros. São três os pilares metálicos que estão sendo implantados, dos quais dois foram finalizados e o terceiro deverá ser concluído ainda nesta quinta-feira.

 

 

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