Artigo do Prefeito: PM e combate ao tráfico 

Integrantes da Guarda Civil Municipal vêm observando, em nossas ruas, que o número dos vendedores de crack aumenta continuamente e a idade deles é cada vez menor.  Não são mais incomuns os casos de meninas que vendem droga nas ruas e levam consigo, para os pontos de comercialização, seus filhos de poucos meses em carrinhos de bebê. 

O aumento percentual de meninas traficantes é, em si mesmo, um sério complicador para o trabalho da Guarda Civil. Submetê-las à revista, com plena observância do Estatuto da Criança e do Adolescente, exige múltiplos cuidados. A revista deve ser feita na presença de agentes responsáveis pela observância do ECA e em espaços especiais, pois muitas ocultam a droga no próprio corpo. 

Apesar de todas essas dificuldades, a GCM mantem-se vigilante e é principalmente por isso que a expansão do tráfico e uso da droga não se acha totalmente fora de controle em nossa cidade.

Nesse contexto de expansão do consumo da droga e multiplicação do número de narcodependente, é de todo inaceitável a alegação do Comando da Polícia Militar de que deter traficantes não é tarefa daquela corporação.

A PM existe para cuidar do patrulhamento ostensivo das vias públicas, que deve criar, nos cidadãos, a sensação de segurança, indispensável a todos. Não há como cumprir essa tarefa fazendo vistas grossas à venda e consumo do crack em vias públicas ou condicionando a ação repressiva a um aumento de efetivo.

Levada às últimas consequências, a diretriz enunciada pelo Comando da PM representa a entrega do controle do espaço urbano ao narcotráfico, com a violação do direito de ir e vir em segurança, assegurado aos cidadãos pelo texto constitucional. 

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