Atendimento a acamados faz média de 1.200 visitas domiciliares ao mês

Por: Eduardo Santinon – esantinon@sorocaba.sp.gov.br

Foto: Assis Cavalcante

 

Facilidade para aqueles que têm dificuldade em deixar o domicílio e ir às Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para receber atendimento, o Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD), popularmente conhecido como Acamados, é oferecido pela Secretaria da Saúde (SES) de Sorocaba. Atualmente, são 850 pacientes em acompanhamento, sendo que a equipe do SAD realiza em média 1.200 visitas domiciliares por mês.

“O foco principal de atendimento são as pessoas com dificuldade de locomoção e sem doenças graves, e casos mais complexos, como de acamados que precisam de aparelhos para respirar ou se alimentar, por exemplo”, explica a coordenadora de Atenção Domiciliar da SES, Eliane Aparecida dos Santos.

As visitas ocorrem de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, mesmo horário de funcionamento do serviço, nas regiões norte, leste e oeste de Sorocaba. Nelas, o paciente recebe visita do médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, assistente social e psicólogo, de acordo com a necessidade de cada caso.

Nomenclatura e propósito

A coordenadora lembra que o SAD recebeu seu atual nome em 2014, com a adesão da Prefeitura à Portaria 963/2013 do Ministério da Saúde, que regulamenta a Atenção Domiciliar em âmbito nacional. “Os critérios de inclusão no serviço foram aprimorados, com a finalidade de atender os pacientes acamados de acordo com a complexidade de cada caso: mais atendimento para quem mais necessita.”

Antes, esse tipo de atendimento era denominado Programa Médico da Família/Acamados e entrou em funcionamento em 1999, com o objetivo de atender as pessoas que tinham dificuldades de chegar até a UBS. “Funcionava como se fosse a UBS na sua casa. Até 2013 foram mais de 15 mil pessoas atendidas”, recorda.

 

Na prática

Nos casos considerados menos graves, as visitas acontecem mensalmente. Mas, em outros classificados como de maior gravidade, podem ser feitas até uma vez por semana, explica a enfermeira Fabienne Jesus de Góes. Nesta sexta-feira (8), a profissional, junto da técnica de enfermagem Amanda Miranda de Oliveira, foi ao encontro da aposentada Terezinha Ferreri, 77 anos, que passou por um eletrocardiograma.

De acordo com Fabienne, a paciente é acompanhada desde janeiro deste ano, após ter sofrido um acidente vascular cerebral (AVC). Hoje, ela não consegue se locomover sozinha e, a todo momento, precisa permanecer sob os olhares atentos da família. “O serviço que esses profissionais prestam é muito importante. Com essa dificuldade de mobilidade, seria difícil ela se deslocar para alguma unidade de saúde para fazer exames”, agradece a nora de Terezinha, Shirlei Donizeti Pedro Nascimento.

Até agora, Terezinha, que se alimenta por sonda, também já passou por exames de sangue, urina e, constantemente, tem seu índice glicêmico medido. “Tudo é passado para a médica da equipe depois, para sabermos se é necessário adequar as medicações”, comenta Fabienne.

Sobre o trabalho que realiza, a enfermeira afirma ser gratificante. Lembra, aliás, de um caso em que um paciente estava à beira da morte e, assim que começou a ser atendido pela equipe, conseguiu se recuperar. “Ele estava com uma ferida muito grande, mas agora está melhorando. A esposa dele nos agradece muito pelo serviço que fazemos”, conta.

O acesso

O acesso ao serviço é por meio do telefone 156 ou via UBSs, Unidades de Pré-Hospitalares (UPHs), Pronto-Atendimentos (PAs) e hospitais, desde que o paciente não resida em áreas que são atendidas por um outro programa, o de Estratégia em Saúde da Família (ESF). “Identificando os casos com necessidade, eles podem encaminhar os pacientes”, explica.

A sede do SAD está localizada na Avenida Moreira César, 398 (antigo Centro Estadual de Educação de Jovens e Adultos – CEEJA), onde são realizados atendimentos aos cuidadores: serviço social, psicólogo, dispensação de insumos (como materiais para curativos, por exemplo) e documentos (receitas/atestados). (Colaboraram Ana Carolina Chinelatto e Esdras Felipe Pereira)

 

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