Capacitação sobre a Campanha Janeiro Branco reúne 160 pessoas

Por: Bruna Barreto (Programa de Estágio) - Supervisão Marcelo de Almeida Júnior

A Secretaria da Saúde (SES), por meio da coordenação de Saúde Mental, e com o apoio da Secretaria de Igualdade e Assistência Social (SIAS) e do hospital Santa Casa, realizou no dia 10 de janeiro, a mesa redonda “Janeiro Branco: Dialogando sobre Saúde Mental e Envelhecimento”. O evento foi destinado aos profissionais da rede pública municipal de saúde, e reuniu 160 pessoas que participaram da programação que contou com palestras, roda de debate e interação com perguntas do público.

A coordenadora de Saúde Mental, Eline Araújo, iniciou falando sobre a importância da capacitação, sobre o que ela representa e de quais maneiras se deve tratar de sua saúde mental. Além disso, ela frisou que todos devem se preocupar com sua saúde mental, reconhecer seus limites e buscar ajuda quando necessário. “É essencial que todos comecem a ter mais cuidados com a sua saúde mental, que procurem ajuda caso esteja passando por algum problema e que comecem a disseminar mais sobre o assunto. Assim teremos pessoas mais conscientes e entendendo melhor sobre a sua saúde mental, e sabendo lidar com suas emoções e exigências diárias. Com isso, poderá até ajudar um familiar que esteja enfrentando problemas e oferecer a ajuda adequada.”

Sob a mediação da psiquiatra e coordenadora da enfermaria de Saúde Mental da Santa Casa de Sorocaba, Eglinara Morton, ela deu as boas-vindas ao público e falou mais sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido na área de Saúde Mental. Logo após, a presidente do Conselho Municipal do Idoso, Maria Eugênia Filomena de Morais, começou a falar sobre o atendimento de proteção ao idoso. Ela frisa que eles precisam de um atendimento com mais atenção e cuidado, mas que ainda não tem nada desenvolvido para melhor atendê-los.“Temos que fazer um levantamento de idosos nos bairros, para que comece um acompanhamento frequente para eles. Precisamos estudar e conhecer as necessidades de saúde da população idosa, identificar fatores de risco das doenças que afetam mais frequentemente estas pessoas e a partir disso fazer um trabalho firme em cima disso”, destaca a presidente.

O evento também contou com a participação do médico oncologista Lúcio Neves, que relatou sobre o Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD), que é um atendimento que ajuda e acolhe os idosos de uma maneira mais ampla, contando com a ajuda frequente e ativa de um cuidador ou familiar. Além disso, tem a adequação das instalações dos ambientes domiciliares, visita diária por algum profissional, seja ele um enfermeiro ou não, e execução das atribuições que legalmente não podem ser realizadas pelo cuidador.

Por fim, Dr. Lúcio Neves finalizou sua apresentação dando uma dica para todos. “Comecem a plantar. Plantem amor, carinho, atenção, cuidado. Pensem com carinho quando estiver diante de um idoso. Temos que fazer a nossa parte. Vamos construir e fortalecer essa rede de atenção, porque amanhã pode ser nós. Cuidar e prevenir é essencial”, ressalta.

Seguindo com as apresentações, o geriatra, Dr. Adson Passos, começou a falar sobre o envelhecimento, com um papo descontraído, mas bem consciente e reflexivo, pois ele alertou sobre alguns cuidados que se deve ter com a saúde e o medo que as pessoas têm de envelhecer. “O problema não é envelhecer, mas sim o modo em que envelhecemos”, destaca o geriatra. O Dr. Adson ressalta que o medo que as pessoas têm de envelhecer é o que não as deixa pesquisarem e saber mais sobre o assunto, além disso, as pessoas ligam o fato de envelhecer com a solidão, abandono, incapacidade e doença.

Para finalizar as apresentações, o psiquiatra especializado em neuropsiquiatria e psiquiatria geriátrica, Luiz Lippi RachKorsky, orientou sobre a importância da neuropsiquiatria geriátrica, que corresponde com conhecimentos da psiquiatria, neurologia e geriatria, tendo em vista o tratamento de queixas de memória e cognitivas, quadros demenciais, doença de Alzheimer, transtornos psiquiátricos e alterações de comportamentos em doenças neurológicas. A partir disso, cuidando e se atentando para oferecer um atendimento específico e cauteloso.

Após as apresentações, aconteceu uma análise de um caso clínico com todos os participantes da mesa e o público fez algumas perguntas referentes à capacitação, dúvidas referentes a saúde dos idosos e de alguns cuidados específicos.

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