Coordenadoria de Diversidade Sexual se articula para criar Conselho LGBTT

Por: Marcelo Adifa - mlribeiro@sorocaba.sp.gov.br

Uma das novas estruturas criadas pelo prefeito José Crespo na reforma administrativa apresentada por ele à Câmara Municipal e aprovada em janeiro, foi a criação da Coordenadoria de Diversidade Sexual, subordinada à Secretaria de Igualdade e Assistência Social. Convidada pela secretária Cíntia de Almeida, coube à Ana Cristina Miragaia aceitar o desafio de ser a primeira coordenadora de Diversidade Sexual de Sorocaba. Entre as ações propostas por Ana Miragaia estão elementos afirmativos dos direitos dos homossexuais e que ampliam a sua representatividade. “A primeira coisa que precisamos fazer é ouvi-los. Há a intenção de criarmos logo um Conselho voltado ao segmento LGBTT, a exemplo do que existe com os idosos e a juventude”, diz Miragaia

Habituada a desafios, Ana já havia sido coordenadora de Juventude no munícipio e seu nome foi acolhido com entusiasmo pelos segmentos que agora ela representa, ao menos no campo das políticas públicas, como ela costuma dizer. “Estamos em conversa com as entidades e setores que representam esse público para que possamos organizar o Conselho, e nisso temos apoio, tanto da Secretaria de Igualdade e Assistência Social, quanto do secretário Mário Bastos, da Cidadania e Participação Popular”, reforça Ana. “O Conselho LGBTT será a base para a criação de um organismo mais eficiente e necessário, que tem que se fortalecer e permanecer além dos governos, que é o Centro de Referência LGBTT que poderá congregar e aplicar as políticas públicas e as ações voltadas à diversidade”, destaca.

Ainda segundo a coordenadora, há uma preocupação muito grande por parte do poder público em não apenas debater e estabelecer políticas públicas, mas fazer algo de fato para esse segmento, é um público, sobretudo os homens e mulheres transgêneros que precisam de amparo, que têm demandas que precisam ser respeitadas e atendidas. “Queremos avançar no campo da qualificação profissional de jovens ‘trans’ para evitar que caiam na prostituição, temos que implementar uma discussão séria na sociedade para evitar que esses jovens sejam colocados pelas suas famílias nas ruas; é um debate que temos que comprar na sociedade e temos a coragem e o compromisso para isso”, assevera a coordenadora.

Uma das ações a serem promovidas pela Coordenadoria de Diversidade Sexual será um Fórum permanente de discussão entre o poder público e as entidades que representam o segmento. “A ideia é que seja realizado, presencialmente, uma vez por semestre, e que depois dos encontros o debate prossiga na nossa estrutura”, completou.

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