Curso gratuito de Braille em Sorocaba certificou 40 pessoas

Por: Mariana Campos – macampos@sorocaba.sp.gov.br

Foto: Gilberg Antunes

No último sábado (30), 40 pessoas que concluíram o curso gratuito de Braille receberam o certificado no auditório da Biblioteca Municipal “Jorge Guilherme Senger” das mãos do professor Loniel Leal, servidor público que atua na Biblioteca Braille da unidade municipal.

Oferecida pela Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo (Secultur), o objetivo do curso foi capacitar as pessoas, visando melhorar a comunicação com quem tem a deficiência visual. A capacitação ocorreu desde fevereiro deste ano na Biblioteca Municipal.

O Braille é um código universal de leitura tátil e de escrita, usado por pessoas cegas. Ele foi desenvolvido pelo jovem cego Louis Braille, na França, a partir do sistema de leitura no escuro, para uso militar, de Charles Barbier. O sistema é o melhor meio de leitura e de escrita para pessoas cegas.

Durante as aulas, os alunos aprenderam o seguinte conteúdo: História do Braile; instrumentos utilizados para a escrita do Braile; entendendo o conceito dos 6 pontos; introdução à 1ª linha do alfabeto Braile; formando letras com materiais concretos; apresentando a reglete e a punção; sistema do espelhamento da escrita Braile; escrevendo as primeiras letras na reglete; a 2ª, 3ª e 4ª linhas do alfabeto Braile; letras acentuadas; pontuação e símbolos matemáticos; trabalhando com números; leitura de Braile nas embalagens dos produtos; leitura de livros em Braile; e transcrição de textos em Braile.

 

Excelente oportunidade

Coordenadora geral do projeto Ampara, Gabriela Pereira dos Santos mora no Residencial Carandá e foi uma das pessoas que aprendeu o Braille com essa oportunidade oferecida pelo poder público municipal. O projeto em que atua dá apoio a 75 famílias com pessoas com deficiência (PCD) ou não, visando o empoderamento sobre seus direitos.

“O curso foi excelente, pois não ficamos apenas na teoria, tivemos a prática também. Foi tudo muito gostoso e o professor é super atencioso e teve paciência com nós alunos. Inclusive sugeri que tivesse um segundo curso mais avançado para darmos continuidade”, contou Gabriela.

Segundo ela, o curso vai ajudá-la a conseguir se comunicar melhor com as pessoas cegas, principalmente em seu trabalho na causa PCD. “Isso vai me ajudar a trazer a inclusão de fato e também vou poder levar nas minhas palestras materiais para que as pessoas saibam um pouco mais sobre o Braille”, finalizou.

 

 

 

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