DICA DE QUEM SABE – Secretaria do Meio Ambiente mostra como ter uma composteira em casa

Por: Secom Sorocaba

Ter uma composteira em casa é uma alternativa para que as pessoas reduzam a quantidade de lixo que iria para o aterro sanitário e ainda tenham adubo para utilizar em hortas, vasos e jardins sem nenhum custo. Para auxiliar essa iniciativa, a Secretaria do Meio Ambiente, Parques e Jardins (Sema) dá dicas de como as pessoas podem confeccionar sua própria composteira caseira.

“A compostagem doméstica é uma solução eficaz para reciclagem de lixo orgânico. Além do impacto positivo ao meio ambiente, ao reduzir o volume de resíduos orgânicos depositado nos aterros sanitários, a prática possibilita a fabricação de fertilizantes nutritivos para serem usados em casa”, explica o secretário da Sema, Jessé Loures.

A composteira doméstica decompõe os alimentos por meio da ação de micro-organismos e, com a ajuda de minhocas, transformam os restos de frutas, legumes e verduras em um rico adubo, tanto líquido, como sólido.

Dessa forma, as pessoas podem reaproveitar restos de alimentos formando composto de adubo, como cascas de frutas, legumes e de ovos, além de borra de café, saquinhos de chá, folhas, guardanapos de papel e palitos de madeira.

 

Como fazer

Para confeccionar a composteira, as pessoas podem utilizar, por exemplo, potes de sorvete, baldes ou caixas de feira de madeira, além do lixo orgânico de casa.

É importante primeiramente fazer pequenos furos na parte de baixo do recipiente para que o chorume, que é um líquido resultado da decomposição da matéria orgânica, escorra, além de furos na lateral para aeração do sistema, ou seja, para a entrada e a saída do ar.

Na sequência, deve-se forrar o fundo do recipiente com um papelão e então intercalar as camadas de matéria seca (papel, jornal, grama seca e pó de café seco) com as camadas de material úmido (cascas de frutas e legumes, além de verduras), como uma “lasanha”. Essa camada de material úmido deve ter a maior parte formada por alimentos crus. “Quanto mais picado e moído esse material que é colocado na composteira, mais rápido será o processo de compostagem”, alerta o técnico ambiental da Sema, José Carmelo de Freitas Junior.

É importante fechar a composteira, visando impedir a entrada de insetos, mas ao mesmo tempo permitir a entrada de ar, que é importante para acelerar o processo de compostagem.

Não pode colocar na composteira restos de comida (tempero, óleo e azeite), esterco de animais de estimação, produtos tóxicos, papel de revista e impressos coloridos (por causa da tinta), cinzas de cigarro e carvão, ossos e gorduras animais, papel higiênico e resíduos como madeira envernizada, vidro, metal, óleo, tinta, plástico, papel parafinado, pilhas e baterias.

Outro alerta do funcionário é que as pessoas controlem a umidade da composteira a cada dois dias. “As pessoas devem pegar o material na mão e espremer para verificar a umidade. O ideal é que ao espremer saia algumas gotas de água”, destaca José Carmelo. Se espremer e o material estiver seco, é importante regar com água. Caso o material jorre água é porque está muito úmido, então deve-se colocar mais material seco e remexer. Se o material estiver com cheiro ruim, tem que revirar e colocar material seco.

Para saber quando o material virou húmus, basta verificar se o material está com aspecto de terra preta e cheiro agradável de terra. Em condições ótimas com o uso de material correto, temperatura ambiente favorável e manutenção da umidade em níveis adequados o composto demora de 2 a 3 meses para ficar pronto, podendo levar até 6 meses em condições não tão favoráveis.

Após o processo de decomposição serão transformados em adubo para as plantas. Para isso, deve armazenar o composto pronto dentro de um recipiente ou saco plástico por sete dias em local fresco e coberto. Após os sete dias o material pode ser misturado junto com o solo dos canteiros ou vasos.

 

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