DICA DE QUEM SABE – Secretaria do Meio Ambiente dá dicas para o cultivo de rosas

Por: Secom Sorocaba

Vermelha, branca, amarela, seja qual for a cor, quem é que não aprecia uma rosa? As roseiras podem ser cultivadas o ano todo, mas exige cuidados especiais. Visando estimular que a população cultive a planta em casa, que é uma das mais populares do mundo, seja num jardim ou até mesmo em vasos, a Secretaria do Meio Ambiente, Parques e Jardins (Sema) dá algumas dicas para que as pessoas coloquem as mãos na terra e se iniciem na jardinagem.

“Além da beleza, as flores ajudam a purificar o ar e a relaxar as pessoas, diminuindo o stress do cotidiano e melhorando o humor”, destaca o secretário da Sema, Jessé Loures.

As roseiras são plantas exigentes quanto à insolação, requerendo grande exposição ao sol e local bem ventilado. Tudo começa com o preparo do solo. O tipo de solo ideal para o cultivo é o areno-argiloso, rico em matéria orgânica, com boa drenagem, boa disponibilidade de nutrientes e com pH entre 5,5 a 6,5.

De acordo com a técnica ambiental, Camila Paula Alvares, que atua no Jardim Botânico “Irmãos Villas Bôas”, como não é comum encontrar solo com essas características em nossa região, é preciso fazer correções de acidez com aplicação de calcário e correção nutricional com adubos. Além disso, para obter uma planta saudável e bonita, são indicados alguns tratos culturais, como podas de limpeza e poda anual de inverno.

A necessidade de irrigação depende do tipo de solo, do clima e da umidade ambiente, entre outros. Para verificar a umidade necessária é possível fazer um teste manual que consiste em pegar uma amostra de solo e pressionar com a mão até obter um bolinho, que com forte pressão deve não escorrer água entre os dedos e também não esfarelar. Fazendo esse teste é possível identificar se é necessário ou não realizar a irrigação.

Após o plantio da muda sugere-se adubação com nitrogênio ou adubo orgânico (esterco, terra vegetal ou húmus de minhoca). Além disso, anualmente é recomendado fazer adubação após a poda de inverno, que acontece entre julho e agosto. Pode ser utilizado NPK 10-10-10 (200 gramas por m²) e esterco curtido (10 a 15 kg por m²).

A poda da roseira é de vital importância para o seu desenvolvimento. A poda de limpeza deve ser feita ao longo do ano todo, removendo galhos secos, doentes ou quebrados e flores velhas. Já a poda de inverno deve ser realizada entre os meses de julho e agosto. Essa poda promove o rejuvenescimento da planta, para que novos brotos e botões surjam vigorosos na primavera. A poda é realizada cortando todas as hastes a uma altura de 30 a 50 cm do solo.

Para controlar pragas e doenças, os insetos mais comuns que atacam as roseiras são os pulgões e as cochonilhas. Um método bastante eficaz e barato para o controle desses insetos é a aplicação de leite crú, fresco e desnatado. Deve-se diluir a 10% ou seja, uma parte de leite para dez partes de água e aplicar em toda a planta.

Já as doenças mais comuns são aquelas ocasionadas por fungos, como por exemplo a pinta preta, míldio (pinta-roxa) e oídio. Geralmente elas estão associadas a excesso de umidade. Para o controle, deve-se remover as folhas contaminadas, evitar molhar as folhas no momento da irrigação e caso necessário, fazer a aplicação de fungicida, para isso, recomenda-se consultar um agrônomo em lojas especializadas.

 

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