Entulho retirado de córregos enche cem basculantes ao mês

Por: Leandro Nogueira - leandronogueira@saaesorocaba.sp.gov.br

A Prefeitura, por meio do Saae-Sorocaba, autarquia vinculada à Secretaria de Saneamento (Sesan), retira a cada novo mês uma média de mil metros cúbicos de entulho e demais objetos de cursos d’água e córregos. Isto é o suficiente para encher todo o volume de 20 mil carrinhos de mão usados por pedreiros ou cem caçambas de caminhões basculantes mensalmente.

Neste ano, até cavalo morto foi encontrado em córrego, no Jardim Marli. Para a limpeza, o Saae-Sorocaba mantém uma equipe permanente com oito profissionais, além de contratar uma terceirizada para prestar auxílio. Esse trabalho evita o alagamento de ruas e residências no entorno de córregos. “Determinamos mais atenção à limpeza dos nossos cursos d’água. O Saae-Sorocaba elaborou um plano de ação e desde o ano passado intensificou essa atividade”, declara o prefeito José Crespo.

A retirada é feita manualmente pelos trabalhadores e, quando há material pesado, é necessário o uso de uma retroescavadeira ou caminhão munck. A retroescavadeira, por exemplo, foi usada na retirada do cavalo morto, cujo destino final foi providenciado pelo Setor de Zoonoses, da Secretaria da Saúde. O diretor-geral do Saae-Sorocaba, Ronald Pereira da Silva, lamenta que muitos ainda mantenham essa prática, apesar do trabalho de orientação feito pela Equipe de Educação Ambiental da autarquia.

Entre os materiais mais descartados estão sofás, pneus, guarda-roupas, peças de carro, animais mortos, galhos, além de muito plástico e isopor. “A falta de consciência da população faz com que os gastos com essa tarefa consumam recursos que poderiam ser investidos para melhorar a qualidade de vida da sociedade”, avalia o diretor-geral do Saae-Sorocaba, Ronald Pereira da Silva.

O diretor Operacional de Esgoto do Saae-Sorocaba, Rodolfo Barboza, ressalta que o descarte indevido em córregos e cursos d’água provoca a proliferação de ratos, escorpiões, baratas e outros animais da fauna sinantrópica, além de acumular criadouros para o mosquito Aedes aegypti .

De acordo com o chefe do Departamento de Drenagem do Saae-Sorocaba, Nilton Neres, a maior parte dos mil metros cúbicos de entulho e inservíveis em córregos é retirada em bairros da Zona Norte. “Em alguns pontos estreitos temos que priorizar a limpeza, pois o material jogado obstrui a passagem da água”, explica.

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