Grupo ‘descobre’ o Caminho das Águas em Sorocaba

Por: Carlos Lara - carloslara@saaesorocaba.sp.gov.br

Lançado no início deste ano pela diretoria e equipe de Educação Ambiental do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Sorocaba, o programa “Caminho das Águas” promoveu mais uma edição no último sábado (30/11), reunindo um grupo de vinte pessoas, entre monitores ambientais, funcionários da autarquia e seus familiares, num passeio que percorreu as principais unidades que compõem o trabalho de captação, adução, tratamento e distribuição da água que é oferecida diariamente à população.

O objetivo dessa iniciativa é proporcionar aos interessados o conhecimento sobre o caminho percorrido pela água distribuída na cidade, desde a sua captação em estado bruto nas represas, até a chegada aos domicílios e estabelecimentos comerciais e industriais. Neste primeiro momento, o programa está sendo dirigido exclusivamente aos funcionários da autarquia e posteriormente será oferecido aos munícipes interessados.

O roteiro do “Caminho das Águas” começa e termina na Estação de Tratamento de Água “Dr. Armando Pannunzio”, a ETA Cerrado, na avenida General Carneiro, e durante todo o circuito, que é percorrido dentro de um ônibus, os monitores da equipe de Educação Ambiental “abastecem” os participantes de diversas informações pertinentes ao tema, incluindo números e estatísticas.

Partindo da ETA Cerrado, o grupo faz a sua primeira parada às margens da represa de Itupararanga, logo após a barragem de propriedade da Votorantim Energia, empresa responsável pelo monitoramento e operação daquele sistema, que além de gerar energia hidrelétrica, tem a responsabilidade de garantir ao Saae/Sorocaba o volume de água estipulado por meio de uma outorga, possibilitando o abastecimento de água tratada à cidade, a partir de um canal de derivação da represa.

‘Seu’ Clemente

A etapa seguinte do “Caminho das Águas” é o Clemente, local onde está instalada a represa de onde partem as quatro adutoras que levam, por gravidade, a água bruta que chegará na ETA Cerrado para tratamento e distribuição. O local leva esse nome porque há 45 anos, em 1974, lá chegou o primeiro funcionário do Saae/Sorocaba – Clemente Domingos da Silva -, para o início das operações de controle da pequena represa, que possui capacidade para 50 mil metros cúbicos de água e 5 metros de profundidade. Até hoje trabalhando e residindo no local, o mineiro de nascimento e chamado carinhosamente de “seu” Clemente, de 82 anos, recebeu o grupo para fotos e um bate-papo repleto de causos e curiosidades, com o seu já conhecido bom-humor e natural hospitalidade.

Encerrada a visita à represa do Clemente, na serra de São Francisco, em Votorantim, os participantes de mais uma edição do “Caminho das Águas”’ retornaram a Sorocaba, em direção à ETA do Cerrado, com duas paradas obrigatórias no caminho, para fotos de recordação, em pontos conhecidos como mirantes, onde é possível ter uma visão panorâmica e única da barragem da represa de Itupararanga e da cidade de Sorocaba.

Na chegada à maior unidade produtora de água tratada de Sorocaba, onde cerca de 2.300 litros são produzidos por segundo, o grupo encerra o circuito recebendo as informações sobre o processo de tratamento em suas cinco etapas – adição de produtos químicos, floculação, decantação, filtração e pós-cloração -, bem como sobre o controle de qualidade rigoroso mantido de forma rotineira dentro da ETA/Cerrado , com análises em laboratório próprio de hora em hora.

Impressões dos participantes

Acompanhada da filha Elisa e da sobrinha Beatriz, a colaboradora do setor de atendimento ao público, Judite dos Santos Amaral, há 32 anos trabalhando na autarquia, aprovou o programa e disse nunca ter chegado tão perto das duas represas que abastecem Sorocaba. “Me impressionou a grandiosidade de Itupararanga e a forma perigosa como vêm sendo ocupada as suas margens, por empreendimentos imobiliários e a agricultura”, alertou Judite.

Também acompanhado de familiares, esposa, dois filhos e uma sobrinha, Edson de Paula Anhaia, há sete anos trabalhando no setor de alvenaria do Saae/Sorocaba, disse ter gostado da represa do Clemente: “O local é muito bonito, pois fica escondido em meio à natureza, e pudemos também conhecer o homem que dá nome à represa e ouvir um pouco da história da autarquia”, destacou Edson.

Por sua vez, André William Paccola, que é funcionário da manutenção de esgoto há 11 anos, e fez o passeio acompanhado do pai João, de 69 anos, enfatizou: “Fiquei impressionado com o tamanho da barragem e da usina de Itupararanga e pude matar a curiosidade de conhecer o ‘seo’ Clemente, uma lenda dentro da autarquia.

Participaram ainda de mais um “Caminho das Águas” os funcionários, e respectivos familiares, Belina Aparecida Marques, Maria Carolina de Paula Reis Negreti Monteiro, Heloísa Monteiro de Barros e Terezinha Luzia Conceição de Oliveira; os educadores ambientais Gláucia Cristini Franco e Luiz Augusto de Assumpção, e Waldnir Gomes Moreira, gestor da Área de Preservação Ambiental (APA) Itupararanga, que neste mês de dezembro está comemorando os 21 anos de sua implantação.

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