Jardim Botânico recebe ‘Projeto Imburana’ nesta quinta-feira

Por: Simone Sanches sisanches@sorocaba.sp.gov.br

O projeto faz parte da “Trienal de Artes – Frestas” e trará mais uma espécie para a coleção “Árvores Brasileiras”

O Jardim Botânico de Sorocaba “Irmãos Villas-Bôas” será mais um espaço ocupado pelo Frestas –  Trienal de Artes,  um projeto transdisciplinar do Serviço Social do Sesc, com apoio da Prefeitura de Sorocaba, que busca contribuir para a formação de público e a difusão da arte contemporânea numa perspectiva de ampliação da ação cultural regional.

O espaço foi escolhido para receber a obra socioambiental de Edson Barrus, o ‘Projeto Imburana’, que vai agregar mais uma espécie a coleção botânica já existente “Árvores Brasileiras”, com o plantio de uma muda de imburana-de-cambão (Commiphora leptophloeos). Os visitantes poderão participar da atividade que ocorrerá nesta quinta-feira, 10h.

O artista Edson Barrus foi convidado a integrar o programa de residências de Frestas para, dentre outras ações, plantar a espécie e seu simbolismo no Jardim Botânico. Na região de sua origem, a madeira dessa árvore é muito utilizada pelos artesãos do agreste de Pernambuco para esculpir santos, o que também trouxe prejuízos, que atualmente vem sendo foco de investimentos, como o exemplo da Associação de Santeiros de Ibimirim, responsável pelo plantio de mil árvores da espécie. O artista, também aderindo à causa, organizou um projeto de financiamento coletivo (crowdfunding) para adquirir um lote de terras destinado ao reflorestamento, contrariando a especulação imobiliária que vem correndo na cidade. Assim como em outros projetos do artista, o Projeto Imburana, configura-se, assim, uma escultura socioambiental, no sentido de algo que articula agentes por uma intervenção real.

O Jardim Botânico “Irmãos Villas-Bôas” tem entrada gratuita e fica na rua Miguel Montoro Lozano, 340, no Jardim Dois Corações. Os dias e horários de funcionamento são de terça a domingo, das 9h às 17h.

Sobre Edson Barrus

O artista iniciou em 1999 uma pesquisa para criação de uma nova raça de cachorros. Formado em zootecnia, o artista desenvolveu uma observação das espécies que, somado a pesquisas plásticas e sobre teoria e crítica de arte, tornaram-se a estrutura do projeto Base central cão mulato. O cachorro vira-latas aparece em obras paradigmáticas da literatura brasileira, o exemplo de Vidas secas, de Graciliano Ramos, e Cão sem plumas, de João Cabral de Melo Neto. Esses personagens correspondem à tentativas de representar a mestiçagem no país. A hibridização dos seres e da cultura, sua convergência, formação, práticas e poéticas dirigem a atenção do artista.

 

 

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