ESPECIAL 50 ANOS ZOO – Museu de Zoologia mantém em torno de mil peças em seu acervo com funções educativas

Por: Isabella Lopes (programa de estágio)

Foto: Fernando Abreu

Com um acervo estimado em mil peças, a coleção do Museu de Zoologia do Parque Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros” é composta por uma grande variedade de objetos biológicos e animais taxidermizados da fauna brasileira e outras raridades, divididos entre aves, répteis e mamíferos.

A finalidade do acervo do Museu de Zoologia é exclusivamente educativa, como instrumento de ensino e divulgação de Ciências, Biologia e Educação Ambiental, e surgiu do reconhecimento sobre a importância do manuseio e contato com os animais e suas partes para a sensibilização e compreensão das informações transmitidas ao público.

Essa ação possibilita novas experiências, estimuladas pela curiosidade e pela interação com o objeto biológico. Utilizando o acervo é possível atingir todo o tipo de público, principalmente pessoas com deficiência, como os deficientes visuais, por exemplo, por possibilitar maior interação com o “objeto”, tocando-o, sentindo as texturas, tamanho, forma, consistência e cheiro, como forma de tornar concretas as informações trabalhadas.

Entre as peças expostas estão a onça-parda, aves de todos os tipos, pinguim, iguana, a onça-pintada e avestruz, além de crânios, pele de animal, ninho, espinho de ouriço e animais fixados em álcool, preservados dentro de um pote de vidro.

Entre as peças bastante curiosas ou raras, o Museu de Zoologia possui um enorme crânio de hipopótamo, o pequeno tamanduaí taxidermizado (que é a menor espécie de tamanduá existente), famosa barata gigante (que na verdade é um crustáceo) os espinhos de um porco-espinho e até a pegada de um filhote de urso-de-óculos.

 

Sobre a taxidermia

No museu, a técnica aplicada para o “empalhamento” dos animais expostos é a taxidermia artística, termo usado para nomear a arte de montar ou reproduzir para exibição ou estudo, preservando a forma do corpo, da pele e tamanho do animal.

A taxidermização é realizada por um profissional contratado do zoológico e os animais usados pela instituição são os que morreram de velhos, de alguma doença ou que foram resgatados pela Polícia Ambiental e acabaram morrendo no zoo.

“Para fazer o processo escolhemos os animais que geralmente usamos nas ações educativas. Os animais são guardados em um freezer e no momento da técnica são descongelados. Retiramos toda a parte interna e em muitos casos também são retirados os ossos, depois é feito o tratamento na pele do animal e então remontamos de forma que fique parecendo que ele está vivo”, explica a técnica ambiental da Secretaria do Meio Ambiente, Parques e Jardins (Sema), Peônia Brito de Moraes Pereira, responsável pelo setor de educação ambiental do zoo.

Para montar a estrutura, o taxidermizador usa o algodão e arame para modelar,  deixando-o em sua forma natural. “Tudo que está no animal é de verdade, a única coisa que não é natural é o olho, pois ele murcha. É colocado um olho de boneca ou de vidro”, conta Peônia.

A taxidermia é uma técnica moderna, podendo durar em 20 a 30 anos, se bem conservada. Tem como principal objetivo o resgate de espécies e o detalhamento que muitas vezes não conseguimos ver.

Atualmente, o Museu de Zoologia abre ao público em datas especiais. O zoo de Sorocaba está localizado na rua Teodoro Kaisel, 883, na Vila Hortência. Mais informações pelo telefone: (15) 3227.5454.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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