Projeto da SEDU faz alunos internados no GPACI concluírem ano letivo

Por: Natasha Amaral (programa de estágio)

Foto: Fernando Abreu

Com o objetivo de amenizar as dores físicas e psicológicas enfrentadas por uma criança diagnosticada com câncer, a Secretaria de Educação da Prefeitura de Sorocaba mantém o projeto de atendimento pedagógico “Classe Hospitalar” em convênio com o Grupo de Pesquisa e Assistência ao Câncer Infantil (GPACI).

Ativo desde 2012, o projeto tem o foco de manter o vínculo dos estudantes internados, com a escola, de maneira com que sejam incentivados a estudar e cumprir o programa de aprendizado. Assim que o aluno chega no hospital, as professoras responsáveis contatam a escola em que ele estiver matriculado, iniciam o processo de articulação e prosseguem com o conteúdo programático como se estivessem em sala de aula.

Atuando na Classe Hospitalar desde 2014, a professora Sandra Rodrigues explica que o foco da equipe é no estudante e aprendizado dele, e não a doença. “Me sinto realizada por deixá-los felizes por continuarem os estudos”, comenta.

Os atendimentos são feitos de segunda a sexta-feira, de manhã e à tarde, e são adaptados de acordo com a situação de cada aluno. Neste ano o projeto já aplicou cerca de 850 aulas e para a professora Cinara Petarnela, manter esse contato com os conteúdos educacionais é de extrema importância para a recuperação dos pacientes. “O retorno é benéfico para todos, eu também aprendo muito com essas crianças e é um presente para mim que estou prestes a me aposentar”, declarou a professora, emocionada.

Experiências

Giovana Formes, 8, paciente do hospital e aluna do projeto, contou que aprendeu muito este ano e adora a relação com as professoras Sandra e Cinara. E para sua mãe, Jéssica Formes, se não existisse esse espaço de convivência, a filha perderia o ano letivo.

Há um ano fazendo tratamento, Tayná Davrios, 16, relata que com as aulas ela esquece da doença e consegue focar nos estudos, além de ter aulas de inglês como parte do conteúdo escolar. A mãe Tatiane Davrios afirma que o período de tratamento é difícil, mas que graças à receptividade das professoras, a filha se empolgou novamente nos estudos.

Prestes a fazer um transplante de medula óssea, Larissa Michele, 16, conta que desanimou de estudar quando descobriu a doença, mas assim que passou a ter aulas na Classe Hospitalar, foi incentivada pela equipe e pegou novamente o gosto pelos estudos.

Para Andrea de Oliveira, mãe da pequena Arianny, 6, matriculada no CEI 28 e para Paola dos Santos, mãe da Rayssa, 4, do CEI 07, as aulas são excelentes para a educação das filhas e que faz toda diferença no tratamento delas.

“Minha filha se sente uma criança ativa novamente, ela adora fazer todas as atividades escolares que são propostas, e vê-la feliz é o mais gratificante”, finaliza Paola.

 

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