Saúde reúne 95 pessoas em evento sobre violência doméstica

Por: Marcelo de Almeida Júnior - marcalmeida@sorocaba.sp.gov.br

A Secretaria de Saúde (SES), por meio do Núcleo de Atenção à Saúde da Família (NASF) Norte, realizou no dia 29 de novembro, um evento sobre a violência doméstica. O evento reuniu 95 pessoas na Escola Municipal “Profª Inês Rodrigues Cesarotti” em alusão ao Dia Internacional da Não – Violência Contra a Mulher (25 de novembro).

A programação surgiu como desdobramento da territorialização e diagnóstico situacional realizado na área de abrangência da Unidade Básica de Saúde (UBS) Vitória Régia, que possui o Programa Estratégia Saúde da Família (ESF). Foi constatado um número alarmante de casos de violência doméstica contra a mulher.

O evento reuniu pessoas, incluindo participantes de outras cidades, como Araçariguama, Araçoiaba da Serra, Boituva, Itu e Votorantim. A realização também contou com a contribuição de palestrantes convidados: Ana Miragaia (Coordenadoria da Mulher), Nelson José Barnabé Junior (Vigilância Socioassistencial) e Christiane Loschiavo (Presidente da ONG Não Posso Me Calar – Itu/SP).

As discussões trouxeram dados estatísticos de violência doméstica do município, bem como o fluxo de proteção da rede de serviços para as mulheres que se encontram nessa situação. Além disso, o relato de vida da presidente da ONG Não Posso Me Calar, Christiane Loschiavo, que foi vítima de violência doméstica e transformou a sua dor em causa.

Foi realizado também um diálogo da saúde sobre o assunto, abordando detalhes da Lei Maria da Penha, incluindo relatos de experiências profissionais, bem como as consequências para a saúde da mulher. Durante o evento foi realizado o teste rápido para Sífilis e HIV.

Segundo a assistente social da Prefeitura de Sorocaba, Tânia de Lourdes Raizaro Puga, a violência contra a mulher é um fenômeno complexo. “Falar sobre o assunto, por mais difícil que seja, ajuda na identificação das situações, no fortalecimento da mulher e na busca de soluções que extrapolem o âmbito privado e informal da questão”, explica. Ainda de acordo com Tânia, a mulher que sofre violência muitas vezes tem dificuldade de identificar essa situação, busca resposta em si mesma, se culpando e relutando em levar esse assunto a público. “A reação de cada mulher é única e pode ser encarada como mecanismo de sobrevivência. Os profissionais, especialmente os de Saúde, podem colaborar na identificação dessas situações”, completa.

 

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