Secretaria de Saúde faz alerta sobre o mosquito Aedes aegypti

Por: Marcelo de Almeida Jr.

Com o objetivo de promover a conscientização e sensibilidade à população sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti, a Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria de Saúde (SES), promoveu uma apresentação na manhã desta quarta-feira (3) para mostrar os trabalhos realizados pela Zoonoses e os dados epidemiológicos das arboviroses (dengue, chikungunya, febre amarela e zika) à imprensa. O evento aconteceu no Salão de Vidro do Paço Municipal.

A abertura do evento foi realizada pela secretária da Saúde, Dra. Marina Elaine Pereira, que comentou a importância dessa iniciativa. “Queremos nos antecipar com a missão de promover a prevenção e conscientização à população para que no futuro não precisemos remediar, como foi o caso da epidemia de dengue em 2015”, salientou a secretária.

Na primeira parte da apresentação, a médica e gestora da Vigilância em Saúde, Priscila Helena dos Santos, explicou a parte epidemiológica das quatro doenças com informações sobre os sintomas, cenário nacional, estadual e local, dados históricos e número de casos. Até o dia 2 de outubro, Sorocaba registrou 26 casos de dengue, sendo 22 autóctones e quatro importados; 28 casos de chikungunya, sendo 26 casos autóctones e dois importados; cinco casos importados de febre amarela e nenhum caso de zika.

Segundo Priscila, a preocupação é sobre o crescente número de casos de chikungunya e por isso a população deve se alertar para combater os criadouros. “A SES possui um olhar diferente para identificar a chikungunya, pois o diagnóstico pode ser confundido com a dengue. Para que possamos apurar de forma eficiente, fizemos compra de kits laboratoriais, pois o Estado não fornece”, explica.

Em continuidade à apresentação, a bióloga e supervisora da Zoonoses, Juliana Mome, apresentou todas os trabalhos realizados pelo setor, como a Avaliação de Densidade Larvária (ADL), remoção e bloqueio de criadouros, visita casa a casa, entre outros. “A Divisão de Zoonoses trabalha todos os dias do ano. Muitas pessoas pensam que o nosso setor atua apenas no verão, mas o trabalho é feito de forma empenhada o tempo inteiro. Mas só o nosso trabalho não é o suficiente, precisamos da conscientização da população para eliminar os criadouros”, salienta a bióloga.

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