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Acessado em: 20/09/2018 - 14h32

Serpo fecha Ecopontos na Zona Norte para evitar risco à saúde pública

Por: Neide Barbosa

A Secretaria de Conservação, Serviços Públicos e Obras (Serpo) da Prefeitura de Sorocaba está terminando o processo de desativação dos chamados Ecopontos, áreas públicas destinadas à deposição de até 1 m³ por pessoa de restos de construção, madeira e outros materiais do gênero. O último a ser fechado será do Sorocaba Park, já que os da Vila Helena e do Parque Vitória Régia (todos na Zona Norte da cidade), já estão em fase final de limpeza e desativação.

A prefeitura tomou a decisão de fechar os Ecopontos em decorrência do risco iminente à saúde pública, pois os espaços começaram a ser utilizados pela população para o descarte de lixo doméstico, gerando condições para o aparecimento de ratos, baratas, escorpiões, cobras e insetos e, assim, o surgimento de doenças.

“Infelizmente, a finalidade para a qual esses locais foram destinados estavam desvirtuadas e, com o tempo, nós fomos desativando um a um. Para se ter uma idéia, no local era jogado todo tipo de lixo orgânico. Além disso, temos muitas reclamações da população que mora próximo a esses locais. Já teve vezes de atearam fogo,  causando risco à vida dos moradores. À medida que a limpeza da área é feita, fechamos com pontaletes de eucalipto e arame”, conta o secretário de Conservação, Serviços Públicos e Obras, Fábio Pilão.

A Serpo já deu início, inclusive, aos estudos que devem substituir os Ecopontos por outros espaços na cidade como opção correta, efetiva e sem riscos para o depósito do material de construção.  A orientação é para que, durante esse período, a população utilize o Aterro Municipal para Descarte de Resíduos Inertes, localizado na zona industrial de Sorocaba. Cabe ressaltar que no aterro a população também pode descartar no Aterro até um metro cúbico de resíduo. Caso o volume seja maior deverá se utilizar de serviços particulares.

Tendo uma área total de 350 mil m², o aterro de inertes, hoje, consegue armazenar cerca de 300 mil toneladas de resíduos e tem uma vida útil de aproximadamente 10 anos.  Resíduos inertes são aqueles provenientes de reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, e os resultantes da preparação e da escavação de terrenos, tais como tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral, forro, argamassa, ou seja, tudo aquilo que as pessoas não tem onde descartar.

Todo o entulho passa por uma triagem que separa o material que pode ser reaproveitado, como plásticos, papelão, sucata e madeira, além do entulho que vai para britagem. O que não pode ser aproveitado é levado para o aterro sanitário de Iperó.