SES capacita rede privada sobre atendimento de casos de gripe

Por: Eduardo Santinon – esantinon@sorocaba.sp.gov.br

 

A Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVE) da Secretaria da Saúde (SES) promove, às 14h desta quinta-feira (7), um curso de atualização para equipes de saúde que atuam nos serviços de urgência e emergência da rede privada do município, sobretudo ligadas aos hospitais, quanto ao protocolo clínico de atendimento de casos de gripe (Influenza) e coqueluche. A capacitação ocorrerá no auditório da Escola de Gestão Pública da Prefeitura (Av. Eng. Carlos Reinaldo Mendes, 3.170, Alto da Boa Vista).

O público-alvo desta iniciativa são os coordenadores clínicos, coordenadores de enfermagem e pronto-socorro, equipes de laboratórios, do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), de internação e ligados ao atendimento em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) adulta e pediátrica, todos ligados à rede particular.

Outro curso, semelhante ao desta quinta-feira, está programado para o dia 14 de abril, desta vez direcionado aos médicos da rede municipal de saúde. Na ocasião, serão duas durmas: a primeira das 8h às 11h, no Salão de Vidro da Prefeitura, e a segunda das 14h às 17h, no auditório da Escola de Gestão Pública.

“Estamos vivenciando um cenário epidemiológico atípico de Influenza. Os estudos sobre o comportamento da doença sinalizam que após um inverno mais quente, e sazonalidade com baixa atividade viral, isso em 2015, a sazonalidade posterior pode se adiantar. Daí a importância dessa capacitação”, explica a chefe da DVE/SES, Renata Guida Caldeira. A precaução maior é quanto aos casos Influenza A H1N1, que têm aumentado no País, inclusive na região Norte do Estado de São Paulo.

 

Vacinação

A SES destaca que o treinamento serve, ainda, de preparativo para realização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe 2016, programada para ter início no município no dia 30 de abril, prosseguindo até 20 de maio. “Apesar disso, no dia 15 de abril vamos realizar uma capacitação específica para aqueles que vão atuar na campanha”, adianta Renata. A SES aguarda o repasse das doses por parte do Ministério da Saúde, via Secretaria de Estado da Saúde, que vão proteger a população contra os vírus A/California (H1N1), A/Hong Kong (H3N2) e B/Brisbane.

O público-alvo da campanha será aquele que compõe os chamados grupos de risco, do qual fazem parte os profissionais de saúde de hospitais públicos e privados, crianças maiores de seis meses a menores de cinco anos de idade, gestantes, Puérperas (até 45 dias após o parto) e idosos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíveis, detentos e funcionários do sistema prisional, além de jovens (de 12 a 21 anos de idade) sob medidas socioeducativas.

Tamiflu e casos

A SES informa que todas as unidades de saúde da rede municipal têm a medicação Oseltamivir (Tamiflu) para tratamento da Influenza, caso necessário. O Tratamento consiste na ingestão de dez comprimidos. “A SES ainda mantém um estoque dessa medicação suficiente para 1.400 tratamentos completos. Cada UBS tem 20 tratamentos à disposição dos usuários e os hospitais particulares, outros 10”, aponta a chefe da Divisão de Assistência Farmacêutica da SES, Joseane Cristina Dias Gomes Pereira.

Apesar disso, a SES já solicitou nova remessa do medicamento ao Departamento Regional de Saúde (DRS-16). “A distribuição aos municípios é feita pelo Ministério da Saúde, mas por intermédio do Governo do Estado”, complementa.

Enquanto a campanha de vacinação não começa, a SES mantém o monitoramento para identificação dos tipos de vírus da doença que estão circulando no município. Em Sorocaba, até o momento, não houve casos de Influenza H1N1 em 2015 e 2016. Há em Sorocaba uma Unidade Sentinela de Síndrome Gripal que colhe, semanalmente, cinco amostras de pessoas com sintomas dessa doença para que a DVE verifique qual vírus está circulando na cidade.

A DVE esclarece que a Influenza, ou Síndrome Gripal, não é de notificação compulsória, portanto não há registro de números de casos notificados para divulgação. A DVE é focada nas ocorrências graves, chamadas de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), estas de notificação obrigatória. Quanto à SRAG, a DVE registrou 02 casos ligados à Influenza A H3N2 e 01 óbito, em 2015. Em 2016 não houve, por enquanto, caso confirmado de Influenza nos casos graves.

 

 

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