Sorocaba começa a reciclar bitucas de cigarro

Por: Mariana Campos – macampos@sorocaba.sp.gov.br

Foto: Adriana Massa

A partir de agora Sorocaba vai reciclar bitucas de cigarro e transformá-la em papel. A medida foi viabilizada pela Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria do Meio Ambiente, Parques e Jardins (Sema). Para isso, estão sendo instaladas 130 caixas coletoras em vários pontos da cidade, como Paço Municipal, Casas do Cidadão, parques, terminais de ônibus, entre outros próprios municipais.

A iniciativa municipal está sendo implantada em Sorocaba através de um Termo de Compromisso de Recuperação Ambiental (TCRA) da empresa Prysmian Group com a Sema. “O nosso objetivo é reduzir ao máximo o descarte inadequado de bitucas de cigarro em nosso município. Além de levar anos para se decompor, as bitucas contém milhares de substâncias tóxicas e quando descartadas de forma inadequada prejudicam o solo, contaminam rios e entopem bueiros”, explica o secretário Jessé Loures.

A empresa responsável pela reciclagem das bitucas é a Poiato Recicla, que está fazendo a implantação dos coletores, além da manutenção e limpeza semanalmente.

Além disso, a Secretaria do Meio Ambiente, Parques e Jardins vai realizar ações de Educação Ambiental para que a população descarte corretamente as bitucas de cigarro, conscientizando principalmente sobre os impactos ambientais sobre essa poluição difusa.

Segundo a empresa, quase 200 milhões de bitucas são descartadas no Brasil todos os dias. De acordo com a Poiato Recicla, 2 bitucas misturadas a dez litros de água produzem o equivalente a dez litros de esgoto saturado de substâncias tóxicas como cádmio, níquel e nicotina.

 

Como é a reciclagem

Todas as bitucas coletadas serão trituradas e os resíduos submetidos a um processo que elimina os metais pesados e toxina podendo assim ser transformado em cadernos e blocos de papel, voltando a circular no ambiente. Depois de recicladas, informa a Poiato Recicla, as bitucas não têm cheiro.

A tecnologia foi desenvolvida pela Universidade de Brasília (UnB) para processar química e mecanicamente o material descartado, como bituca, resto de fumo e o papel que envolve o filtro. Com isso, se obtêm vários tipos de papéis que podem ser utilizados como papel para impressão, embalagem, pastas, folders, blocos, certificados, convites.

O projeto de pesquisa foi do estudante de biologia da UnB Marco Antônio Barbosa Duarte, sob orientação da professora do Instituto de Artes (Ida) da UnB Thérèse Hofmann e de Paulo Suarez, professor do Departamento de Química. Todo o resíduo é aproveitado e o rendimento é grande: para cada quilo de bitucas, por exemplo, é possível ter de 800 gramas a mil gramas de celulose.

Saiba quais são os próprios municipais que receberão as bituqueiras aqui: http://meioambiente.sorocaba.sp.gov.br/educacaoambiental/reciclagem-de-bitucas-de-cigarros/.

 

 

 

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