Sorocaba recebe mais cinco altas de hospitais psquiátricos

Por: Lucas Monteiro (Programa de estágio) Supervisão: Marcelo Almeida Jr.
Processo de desinstitucionalização (Arquivo Secom)
Foto: Assis Cavalcante

A Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria de Saúde (SES), tem se empenhado nos atendimentos da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), buscando a consolidação da desinstitucionalização da Saúde Mental na região. No último dia 8 de junho, três sorocabanos e dois moradores de outras cidades receberam alta de hospitais psiquiátricos fora da cidade e foram encaminhados para três Residências Terapêuticas no município, ficando um passo mais próximo para a reinserção no meio social.

Esse é um trabalho que vem ocorrendo antes do encerramento das atividades do hospital psiquiátrico Vera Cruz, em março deste ano, resultado de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), que determina o fechamento dos hospitais psiquiátricos em Sorocaba, Salto de Pirapora e Piedade.
Os Serviços Residencias Terapêuticos (SRT’s), foram instituídos pela Portaria/GM nº 106, de fevereiro de 2000, e são parte integrante da Política de Saúde Mental do Ministério da Saúde. Sendo dispositivos inseridos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), são centrais na desinstitucionalização e reinserção social dos egressos dos hospitais psiquiátricos.

As equipes das RTs são As SRT’s são divididas em dois tipos: Tipo I e Tipo II, constituídas por cuidadores, técnicos de enfermagem e as coordenadoras das residência (referência técnica de nível superior com formação ou experiência em Saúde Mental). E são responsáveis por assistirem os moradores em suas necessidades sempre com o objetivo de tornar a casa como um “lar”, dão suporte às vivências dos moradores de forma a contribuir com a (re)inserção destes.

Eline Vitor, coordenadora de Saúde Mental de Sorocaba, explica que, “As residências terapêuticas são essenciais para compor a RAPS, visto ser um espaço de ressignificação e re-construção para muitas pessoas através de vivências, muitas vezes inéditas à maioria. É um espaço de acolhimento e suporte com objetivo constante de inserção social”, comenta a coordenadora.

As RTs tipo I e tipo II possuem a mesma formação de equipe. Nas RTs do tipo I não ha cuidados 24 horas e os moradores costumam possuir mais autonomia. Entetanto na tipo II há cuidados 24 horas e em geral, possuem moradores com necessidade de maior suporte.
Todas as RTs, em conjunto com os Centros de atenção psicossocial (CAPS) utilizam do Projeto Terapêutico Singular (PTS) para respaldar essas pessoas em suas demandas.

Ainda de acordo com Eline, “Existem vários “progressos” alcançados por estes moradores considerando a independência nas atividades de vida diária, ações de conquistas pessoais e sociais. Alguns retomaram os estudos e inclusive realizaram a formação no Ensino Médio”, comenta.
Sorocaba atualmente possui 374 moradores nas 40 Residências Terapêuticas, sendo 33 SRTs do tipo II e 7 do tipo I.

Tags: