Sorocaba registra primeiro caso de H1N1 em 2016

Por: Eduardo Santinon – esantinon@sorocaba.sp.gov.br

Foto: Assis Cavalcante

 

A Secretaria da Saúde (SES) confirmou o primeiro caso de Influeza A H1N1, neste ano, em paciente residente em Sorocaba. Trata-se de uma universitária que estuda em São Paulo, cujo caso foi notificado no Hospital das Clínicas. Agora, a Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVE) da SES faz investigações para descobrir se a jovem contraiu esse tipo de gripe em Sorocaba ou na Capital paulista.

“É um vírus que está predominando este ano em todo o Brasil e no Estado. Não é mais grave que os outros tipos de vírus da gripe, mas temos que ter prudência e manter as medidas preventivas à população em geral e nos atentar ainda mais aos grupos de risco. O H1N1 é um vírus conhecido desde 2009 e não é necessário um alerta. Basta uma atenção aos sintomas, para evitar a evolução e o agravamento da doença”, destacou a chefe da DVE/SES, Renata Guida Caldeira, em entrevista coletiva à imprensa nesta quarta-feira (13)

A recomendação do SES é que o munícipe procure por atendimento na rede básica de saúde, o mais rápido possível, em caso de constatação de febre alta (acima de 38 graus) de início súbito, acompanhada de tosse e dor de garganta, e ainda falta de ar ou dores musculares ou nas articulações. “Esse é o quadro de gripe, que pode virar uma síndrome grave se não tratada em tempo”, alerta Renata.

Segundo o secretário da Saúde, Francisco Antonio Fernandes, a maior prevenção contra a gripe é a aplicação da vacina. Em Sorocaba, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe 2016 começara no dia 30 de abril e deve prosseguir até 20 de maio. Neste ano, a imunização protegerá a população contra os vírus A/Califórnia (H1N1), A/Hong Kong (H3N2) e B/Brisbane. A vacina disponibilizada na rede particular, a quadrivalente, também imuniza contra a Influenza B/Phuket.

A previsão é imunizar cerca de 150 mil pessoas que compõem os chamados grupos de risco e do quais fazem parte os profissionais de saúde de hospitais públicos e privados, crianças maiores de seis meses a menores de cinco anos de idade, gestantes, Puérperas (até 45 dias após o parto) e idosos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíveis, detentos e funcionários do sistema prisional, além de jovens (de 12 a 21 anos de idade) sob medidas socioeducativas.

“O objetivo é imunizar os grupos de risco preconizados pelo Ministério da Saúde, que manifestam processos respiratórios graves, que podem levar o paciente à internação e até à morte”, justifica Francisco.

SRAGs

A Influenza, ou Síndrome Gripal, não é de notificação compulsória, sendo que a atuação da DVE/SES está focada nas ocorrências graves, chamadas de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), estas de notificação obrigatória. Neste ano foram identificados, até o momento, 23 casos de SRAGs em Sorocaba, sendo um por Influeza A H1N1, 02 descartados para esse tipo de vírus, com uma morte, e 20 que estão no aguardo de resultado de exames, que levaram mais 03 pessoas a óbito.

“Estamos atentos porque o inverno ainda não chegou, e nota-se que no ano passado todo foram 54 notificações de SRAGs e um óbito de paciente com comorbidade, de 83 anos, associado à Influenza A H3N2”, adianta o secretário da Saúde. Em 2015 ainda houve outro caso grave de Influenza A H3N2 e mais 52 de origem não especificada, que culminaram em 11 óbitos.

“O agravante é que este ano houve uma antecipação do calendário normal das síndromes gripais”, continua Francisco. Por esse motivo, as três Unidades Pré-Hospitalares (UPHs), Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Éden e PA Laranjeiras têm registrado aumento médio de 20% na demanda diária. “Seriam cerca de 150 atendimentos a mais nessas unidades diariamente, decorrente de sintomas da gripe. Se for necessário, vamos ampliar o número de leitos de atendimento. Na UPH Oeste já tem um médico a mais o dia todo”, complementa.

A rede municipal também disponibiliza o Oseltamivir (Tamiflu), via prescrição médica, para os pacientes mais graves. O medicamento está disponível em todas as unidades da rede municipal. A SES ainda mantém o monitoramento para identificação dos tipos de vírus da doença que estão circulando do município. Em Sorocaba uma Unidade Sentinela de Síndrome Gripal colhe, semanalmente, cinco amostras de pessoas com sintomas de gripe para que a DVE verifique qual vírus está circulando na cidade.

 

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