Sorocabano precisa economizar mais água para colaborar com região do Éden e Cajuru

Por: Leandro Nogueira - leandronogueira@saaesorocaba.sp.gov.br

Com 41 dias sem chuva significativa, os sorocabanos precisam economizar mais água. O Saae-Sorocaba ainda não identificou redução no consumo. Ao contrário, as temperaturas altas em pleno inverno têm colaborado para a população aumentar o gasto de água. As represas que abastecem a região do Éden e Cajuru continuam sofrendo gradativas quedas em seus níveis de água. Já na represa do Clemente, que recebe água de Itupararanga, o nível é mantido no máximo. Em mais uma reunião entre o Saae-Sorocaba e a Votorantim Energia na manhã desta terça-feira (24), informações técnicas confirmaram que Sorocaba continuará recebendo o volume habitual da água de Itupararanga, sem riscos de redução nos próximos meses.

A necessidade da economia em toda a cidade dá-se para evitar o agravamento da situação nos mananciais que abastecem a região do Éden e do Cajuru: as represas Castelinho e Ferraz. Para evitar que os níveis em ambas represas reduzam ainda mais rápido, há um mês o Saae-Sorocaba destina a água tratada na ETA Cerrado para a região do Éden e Cajuru. É por esse motivo que, quanto mais a população de toda a cidade reduzir o consumo, maior será o volume disponível para a região da cidade que depende dos mananciais prejudicados pela escassez de chuva.

A situação mais sensível é a da represa Castelinho, na região do Éden, com 60% de sua capacidade e em contínua redução de seu nível. É a represa Castelinho que abastece a represa do Ferraz, essa segunda, hoje com 30% da capacidade. O diretor-geral do Saae-Sorocaba, Ronald Pereira da Silva, explica que para este momento continua descartada a possibilidade de racionamento em Sorocaba, graças ao volume de água proveniente da represa de Itupararanga. “Mas a população precisa economizar, para continuarmos garantindo com normalidade o abastecimento na região do Cajuru e Éden”, declara o diretor-geral do Saae-Sorocaba.

Reunião técnica demonstra suficiência de Itupararanga

Em Itupararanga, há água suficiente para continuar enviando o mesmo volume de água definido na outorga e que sempre foi suficiente para manter cheia a represa do Clemente, que abastece as adutoras. Essa informação ficou ainda mais clara para a direção do Saae-Sorocaba, na reunião técnica desta terça-feira, com as demonstrações da gerência e engenheiros da Votorantim Energia, empresa que administra a represa Itupararanga.

Tanto o diretor Operacional de Água, Marcelo Moretto, como o diretor de Produção, Reginaldo Schiavi, dizem que a explanação demonstrou claramente que neste momento há água reservada em Itupararanga para garantir o consumo o volume previsto para ser enviado para Sorocaba, sem a necessidade de reduções.

Na ocasião, diretores, engenheiros e técnicos dos Saae-Sorocaba que atuam na diretoria Operacional de Água e na diretoria de Produção, avaliaram mapas, números e outras características da represa de Itupararanga, apresentados pela equipe da Votorantim Energia.

Os profissionais do Saae-Sorocaba presentes na reunião foram o diretor Operacional de Água, Marcelo Moretto; o diretor Operacional de Produção, Reginaldo Schiavi; o biólogo Luiz Augusto Assunção, os engenheiros Mauri Pongitor e Natália Prado Vieira.

Os profissionais da Votorantim Energia presentes na reunião foram o gerente de Operações da Votorantim Energia, Jorge Octavio Barbosa Lopez; o gerente de Usinas do Complexo Sorocaba, Dejair Silva de Lima; o supervisor do Centro de Operação da Geração, Cristiano Ripi; o supervisor de Manutenção, Marcos Alexandre e os engenheiros de Operação, Allan Mesquita e Thimoteo Costa Vaz.

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