Tratamento Comunitário apresenta a questão das drogas sob a ótica da integração social

 

 

Para a metodologia do Tratamento Comunitário, o usuário faz parte de um contexto social e precisa haver mudanças

nessa realidade para que uma pessoa deixe de consumir a droga

 

Líderes comunitários, orientadores pedagógicos, diretores de escolas, agentes sociais, psicólogos, assistentes sociais, entre outros integrantes da rede de serviços de oito bairros de Sorocaba estão participando da capacitação gratuita na metodologia do Tratamento Comunitário dentro do projeto “Sorocaba Integra”. Na terça-feira (9), a aula ocorreu pela manhã no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de Aparecidinha e, à tarde, no auditório da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), no Centro.

Realizado Prefeitura de Sorocaba, por meio da Coordenadoria de Políticas Sobre Drogas da Secretaria de Desenvolvimento Social, em parceria com as Secretarias da Educação (Sedu), Saúde (SES) e Esportes e Lazer (Semes), o “Sorocaba Integra” tem como proposta ampliar o processo de integração social dos serviços nesses bairros, através da ação articulada em uma rede comunitária, para reduzir não somente o consumo de crack e outras drogas, mas também de outras vulnerabilidades sociais.

A ação social beneficiará as comunidades de Aparecidinha, Ana Paula Eleutério, Brigadeiro Tobias, Centro, Jardim Ipiranga, Nova Esperança, Parque São Bento e Parque Vitória Régia. “A questão das drogas é muito complexa e sempre está ligada a outros tipos de vulnerabilidades sociais. A nossa ideia é que cada um, em sua área, pense em como interferir na realidade da comunidade onde atua e vamos discutir juntos como impactar nesses locais”, destaca a vice-prefeita Edith Di Giorgi, secretária de Desenvolvimento Social.

Esta articulação da rede poderá auxiliar no atendimento de casos pontuais de modo integrado, dando uma atenção maior e com maior eficácia a cada caso que, isoladamente, tem resultados menos satisfatórios. 

Durante a aula teórica, promovida pela OSCIP Lua Crescente, os participantes receberam conceitos e puderam aprender sobre representação social, minorias ativas, comunidade e redes sociais. Por último, divididos em grupos, eles criaram conceitos de sofrimento social, exclusão social, vulnerabilidade, comunidade de alto risco e território. 

Para Raquel Barros, da Lua Crescente, o mais importante é a relação que existe entre as pessoas de uma comunidade. “Isso realmente é capaz de gerar transformações”, explica. A metodologia do Tratamento Comunitário acredita que o contexto ambiental influencia o comportamento de risco das pessoas, por isso o mais importante é a relação que a comunidade tem. “Quanto mais aumentarmos e melhorarmos as relações das pessoas, menos elas terão o contato com as drogas”, destaca Raquel Barros.

Na ocasião, os participantes também puderam contar um pouco de suas experiências no bairro onde moram e/ou atuam e expor suas principais questões. Walci Shirleyne Andreza, moradora do Jardim Abatiá, é atualmente promotora de merchandising e está participando do “Sorocaba Integra”. Segundo ela, a sua participação se deve a um convite de uma amiga e disse que aceitou porque sempre gostou de trabalhar com a comunidade.

Walci relatou a experiência que teve com a questão das drogas quando foi inspetora de alunos de uma escola estadual de Sorocaba. “O diálogo foi muito importante, temos que impor limites. Estou achando ótimo esse projeto e temos que envolver toda a sociedade para melhorarmos essa questão. É um trabalho de formiguinha e sei que não conseguiremos acabar com esse problema, mas poderemos minimizar”, afirmou.

A capacitação terá 120 horas de duração, com dois encontros mensais, sendo um para formação teórica e outro para a gestão compartilhada de casos, além de atividades práticas cujos participantes serão estimulados a desenvolver nos bairros. Ao final, os participantes receberão um certificado.

A Lua Crescente também dará suporte ao desenvolvimento de projetos de prevenção ao uso de drogas nas escolas, Unidades Básicas de Saúde (UBSs), igrejas, Centros Esportivos e demais espaços públicos ou de grande concentração de pessoas, desenvolvendo inclusive oficinas de geração de renda.

Nesta quinta-feira (11), das 8h às 12h, a aula será realizada na UBS Ulysses Guimarães para a comunidade dos bairros Ana Paula Eleutério e Vitória Régia. Já à tarde, das 13h às 17h, no Cras do Parque São Bento, para as comunidades deste bairro e do Nova Esperança. Mais informações sobre o “Sorocaba Integra” pelo telefone 3219.1920, com a Coordenadoria de Políticas Sobre Drogas.

 

Outras ações

 

Além do “Sorocaba Integra”, a Secretaria de Desenvolvimento Social possui outras ações sociais voltadas para atender a população em situação de rua, que é em sua maioria dependente químico.

Uma delas é a Abordagem Social, que é realizada diariamente por uma equipe multiprofissional, sendo inclusive a primeira do Brasil a dispor da presença de uma assistente social. Estes profissionais percorrem as principais vias e espaços públicos visando localizar, oferecer auxílio e ofertar os recursos disponíveis para atendimento desta população. 

O trabalho humanizado das equipes da Abordagem Social é pautado pela conscientização e oferta de serviços e qualquer encaminhamento se dá de forma voluntária. Quando uma pessoa que possui dependência química manifesta o interesse passa por avaliação na rede de serviços de que a Prefeitura dispõe em equipamentos da Saúde, como UBS, CAPS AD, Pronto Atendimento, e dependendo da gravidade do caso, pode ser acolhido em Comunidade Terapêutica conveniada com a administração municipal. Em 2013 foram realizadas 1.068 abordagens e em 2014 tem sido realizada uma média de 200 abordagens por mês.

Outro equipamento é o Centro de Triagem, posto de atendimento instalado na Rodoviária de Sorocaba, com a finalidade de orientar e direcionar àqueles que chegam à cidade sem uma perspectiva de fixar moradia regular/convencional. No ano de 2013 este posto realizou 1.109 atendimentos e em 2014 tem feito aproximadamente 120 atendimentos mensais.

A população em situação de rua também conta com um equipamento específico para seu atendimento: o Centro de Referência Especializada em População em Situação de Rua (Centro POP). A unidade faz parte do Sistema Único da Assistência Social (SUAS) e possui atendimento psicossocial, atividades de convivência, promoção do resgate de vínculos familiares, além da articulação com a rede de serviços (saúde, educação, habitação, emprego, entre outros), orientações sobre documentação civil e demais encaminhamentos necessários. O Centro POP está localizado na Avenida Comendador Pereira Inácio, 763, no Centro, próximo à Rodoviária.

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Tratamento Comunitário apresenta a questão das drogas sob a ótica da integração social

 

 

Para a metodologia do Tratamento Comunitário, o usuário faz parte de um contexto social e precisa haver mudanças

nessa realidade para que uma pessoa deixe de consumir a droga

 

Líderes comunitários, orientadores pedagógicos, diretores de escolas, agentes sociais, psicólogos, assistentes sociais, entre outros integrantes da rede de serviços de oito bairros de Sorocaba estão participando da capacitação gratuita na metodologia do Tratamento Comunitário dentro do projeto “Sorocaba Integra”. Na terça-feira (9), a aula ocorreu pela manhã no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de Aparecidinha e, à tarde, no auditório da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), no Centro.

Realizado Prefeitura de Sorocaba, por meio da Coordenadoria de Políticas Sobre Drogas da Secretaria de Desenvolvimento Social, em parceria com as Secretarias da Educação (Sedu), Saúde (SES) e Esportes e Lazer (Semes), o “Sorocaba Integra” tem como proposta ampliar o processo de integração social dos serviços nesses bairros, através da ação articulada em uma rede comunitária, para reduzir não somente o consumo de crack e outras drogas, mas também de outras vulnerabilidades sociais.

A ação social beneficiará as comunidades de Aparecidinha, Ana Paula Eleutério, Brigadeiro Tobias, Centro, Jardim Ipiranga, Nova Esperança, Parque São Bento e Parque Vitória Régia. “A questão das drogas é muito complexa e sempre está ligada a outros tipos de vulnerabilidades sociais. A nossa ideia é que cada um, em sua área, pense em como interferir na realidade da comunidade onde atua e vamos discutir juntos como impactar nesses locais”, destaca a vice-prefeita Edith Di Giorgi, secretária de Desenvolvimento Social.

Esta articulação da rede poderá auxiliar no atendimento de casos pontuais de modo integrado, dando uma atenção maior e com maior eficácia a cada caso que, isoladamente, tem resultados menos satisfatórios. 

Durante a aula teórica, promovida pela OSCIP Lua Crescente, os participantes receberam conceitos e puderam aprender sobre representação social, minorias ativas, comunidade e redes sociais. Por último, divididos em grupos, eles criaram conceitos de sofrimento social, exclusão social, vulnerabilidade, comunidade de alto risco e território. 

Para Raquel Barros, da Lua Crescente, o mais importante é a relação que existe entre as pessoas de uma comunidade. “Isso realmente é capaz de gerar transformações”, explica. A metodologia do Tratamento Comunitário acredita que o contexto ambiental influencia o comportamento de risco das pessoas, por isso o mais importante é a relação que a comunidade tem. “Quanto mais aumentarmos e melhorarmos as relações das pessoas, menos elas terão o contato com as drogas”, destaca Raquel Barros.

Na ocasião, os participantes também puderam contar um pouco de suas experiências no bairro onde moram e/ou atuam e expor suas principais questões. Walci Shirleyne Andreza, moradora do Jardim Abatiá, é atualmente promotora de merchandising e está participando do “Sorocaba Integra”. Segundo ela, a sua participação se deve a um convite de uma amiga e disse que aceitou porque sempre gostou de trabalhar com a comunidade.

Walci relatou a experiência que teve com a questão das drogas quando foi inspetora de alunos de uma escola estadual de Sorocaba. “O diálogo foi muito importante, temos que impor limites. Estou achando ótimo esse projeto e temos que envolver toda a sociedade para melhorarmos essa questão. É um trabalho de formiguinha e sei que não conseguiremos acabar com esse problema, mas poderemos minimizar”, afirmou.

A capacitação terá 120 horas de duração, com dois encontros mensais, sendo um para formação teórica e outro para a gestão compartilhada de casos, além de atividades práticas cujos participantes serão estimulados a desenvolver nos bairros. Ao final, os participantes receberão um certificado.

A Lua Crescente também dará suporte ao desenvolvimento de projetos de prevenção ao uso de drogas nas escolas, Unidades Básicas de Saúde (UBSs), igrejas, Centros Esportivos e demais espaços públicos ou de grande concentração de pessoas, desenvolvendo inclusive oficinas de geração de renda.

Nesta quinta-feira (11), das 8h às 12h, a aula será realizada na UBS Ulysses Guimarães para a comunidade dos bairros Ana Paula Eleutério e Vitória Régia. Já à tarde, das 13h às 17h, no Cras do Parque São Bento, para as comunidades deste bairro e do Nova Esperança. Mais informações sobre o “Sorocaba Integra” pelo telefone 3219.1920, com a Coordenadoria de Políticas Sobre Drogas.

 

Outras ações

 

Além do “Sorocaba Integra”, a Secretaria de Desenvolvimento Social possui outras ações sociais voltadas para atender a população em situação de rua, que é em sua maioria dependente químico.

Uma delas é a Abordagem Social, que é realizada diariamente por uma equipe multiprofissional, sendo inclusive a primeira do Brasil a dispor da presença de uma assistente social. Estes profissionais percorrem as principais vias e espaços públicos visando localizar, oferecer auxílio e ofertar os recursos disponíveis para atendimento desta população. 

O trabalho humanizado das equipes da Abordagem Social é pautado pela conscientização e oferta de serviços e qualquer encaminhamento se dá de forma voluntária. Quando uma pessoa que possui dependência química manifesta o interesse passa por avaliação na rede de serviços de que a Prefeitura dispõe em equipamentos da Saúde, como UBS, CAPS AD, Pronto Atendimento, e dependendo da gravidade do caso, pode ser acolhido em Comunidade Terapêutica conveniada com a administração municipal. Em 2013 foram realizadas 1.068 abordagens e em 2014 tem sido realizada uma média de 200 abordagens por mês.

Outro equipamento é o Centro de Triagem, posto de atendimento instalado na Rodoviária de Sorocaba, com a finalidade de orientar e direcionar àqueles que chegam à cidade sem uma perspectiva de fixar moradia regular/convencional. No ano de 2013 este posto realizou 1.109 atendimentos e em 2014 tem feito aproximadamente 120 atendimentos mensais.

A população em situação de rua também conta com um equipamento específico para seu atendimento: o Centro de Referência Especializada em População em Situação de Rua (Centro POP). A unidade faz parte do Sistema Único da Assistência Social (SUAS) e possui atendimento psicossocial, atividades de convivência, promoção do resgate de vínculos familiares, além da articulação com a rede de serviços (saúde, educação, habitação, emprego, entre outros), orientações sobre documentação civil e demais encaminhamentos necessários. O Centro POP está localizado na Avenida Comendador Pereira Inácio, 763, no Centro, próximo à Rodoviária.

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