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Acessado em: 15/12/2017 - 15h40

Vigilância em saúde inicia ação de prevenção e controle da Raiva

Por: Secom

A equipe de vigilância de quirópteros da Divisão de Zoonoses identificou no final da tarde da última sexta-feira (06), um morcego positivo para Raiva no município de Sorocaba.

Como parte do Programa Municipal de Prevenção e Controle da Raiva, a vigilância de quirópteros é uma ação rotineira de coleta de morcegos suspeitos para doença e posterior envio do material para diagnóstico de Raiva. Isso ocorre para que animais positivos sejam identificados precocemente e se inicie as ações de controle e prevenção o mais breve possível para evitar a transmissão do vírus a outros animais e seres humanos.

O animal foi coletado no bairro Central Parque, é uma espécie de morcego que come frutas, mas eventualmente se alimenta de folhas e até insetos. A Divisão de Zoonoses iniciará nesta terça-feira (10), o protocolo de bloqueio do caso, com a visitação de casa em casa em um raio de 500m do local onde foi encontrado o animal, para a realização da vacinação contra a raiva de cães e gatos e para dar orientações de prevenção à população.

Para o restante do município, a vacinação antirrábica de cães e gatos será realizada por meio de campanha nos dias 11 e 25 de novembro de 2017. Mais informações sobre a campanha serão fornecidas à população em momento oportuno.

A raiva é causada por um vírus que atinge o sistema nervoso, gerando uma encefalite grave. É transmitida dos animais ao homem pela inoculação do vírus presente na saliva e secreções do animal infectado no tecido humano, principalmente através de mordedura, mas arranhões e lambeduras também podem transmitir a doença. Apenas os mamíferos transmitem e adoecem pelo vírus da raiva.

Morcegos são animais com uma enorme importância ecológica, pois em ambiente urbano, a maioria das espécies encontrada come insetos, efetuando um controle fantástico destes animais, pois cada indivíduo pode se alimentar de centenas de insetos por noite. Outras são de espécies que comem frutas, importantes na dispersão de sementes e temos ainda espécies que comem néctar, favorecendo a polinização de flores.  Portanto, matar morcegos de forma indiscriminada é considerado crime ambiental.

Porém, morcegos encontrados em situações não habituais são considerados suspeitos e de alto risco para transmissão da raiva, que pode ocorrer por mordidas, arranhões ou contato direto com humanos e em animais. Não são todos os morcegos que têm o vírus, mas qualquer espécie de morcego pode transmitir a raiva, não somente os que se alimentam de sangue. A doença apresenta letalidade de praticamente 100%.

As orientações para a população são:

- Permitir a entrada dos agentes da Zoonoses em sua residência para orientações e aplicação da vacina antirrábica de seus cães e gatos, mesmo que os animais já tenham sido vacinados este ano;

- Nunca tocar em um morcego. Caso um morcego esteja caído na sua residência ou na rua, cubra o animal com um balde ou uma caixa, para que nenhum animal doméstico ou pessoa entre em contato com este morcego, assim o risco de transmissão da raiva é reduzido. Caso ele esteja em um cômodo da sua residência, mantenha-o fechado para que ninguém entre em contato com ele. Ligue imediatamente para a Divisão de Zoonoses para a coleta do animal e encaminhamento do mesmo para exame de raiva. Todo morcego encontrado durante o dia, em hora e locais não habituais, caído ou em muros, é um animal suspeito para a raiva.

- Caso haja contato com morcegos, lave o local com água e sabão, e dirija-se imediatamente a um serviço de assistência à saúde para iniciar o tratamento de prevenção da raiva.

- Cães e gatos que entrem em contato com morcegos também devem receber um esquema de vacinação antirrábica, desta forma, tentamos evitar a contaminação destes animais também. Caso seu cão ou gato entre em contato com um morcego, ligue imediatamente para a Divisão de Zoonoses para que se inicie o protocolo de vacinação. Além da vacinação, o animal deverá ficar em observação por um período de seis meses para verificar a presença de sintomas de raiva.

- Em caso de acidentes com cães e gatos, como mordidas e arranhões, lave imediatamente o local com água corrente abundante e sabão e dirija-se para um serviço de assistência à saúde para verificar a necessidade de sorovacinação. O animal agressor deverá ficar em observação por 10 dias quanto a sinais de raiva.

- Acidentes com animais silvestres e animais de produção (cavalos, vacas, ovelhas, cabras, porcos, etc.) também são de risco para a transmissão da raiva, procure o serviço médico para verificar o tratamento profilático.

O telefone da Divisão de Zoonoses é o 3229-7333, das 8h às 17h. O munícipe também pode ligar no 156 ou registrar a ocorrência no site www.sorocaba.sp.gov.br/atendimento[1] nos horários não comerciais.

 

 

 

Endnotes:
  1. www.sorocaba.sp.gov.br/atendimento: http://www.sorocaba.sp.gov.br/atendimento