Zoo oferece alimentação de qualidade aos seus animais

Por: Juliana Hernandes

Zelando pelo bem estar dos animais, a Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria do Meio Ambiente, Parques e Jardins (Sema), dedica atenção especial quando o assunto é a dieta dos animais que vivem no Parque Zoológico “Quinzinho de Barros”, que neste mês completa 49 anos de fundação.

O zoológico utiliza todo mês mais de 125 itens alimentares entre carnes, frutas, verduras, insetos, leite, etc. Mensalmente mais de uma tonelada de carne vermelha, 6 toneladas de frutas e verduras, 600 quilos de peixes e mais de 22 toneladas de complementos alimentares e rações, compõem a dieta dos, aproximadamente, 1.200 animais, de 290 espécies, que vivem no zoo. São preparadas em torno de 375 alimentações por dia, para todos os animais (aves, répteis e mamíferos). As refeições são distribuídas três vezes ao dia.

As dietas são balanceadas e alguns aspectos são levados em conta na hora da montagem das refeições, como o risco de obesidade por exemplo. Pensando nisso, o cardápio é feito baseado no peso e na requisição calórica de cada animal, que é calculada considerando o nível de atividade e interação do animal em seu recinto; e seu status fisiológico (idade do animal, se é filhote, idoso, se está gestante, etc.).

“A aquisição dos alimentos é baseada no consumo, na qualidade e na diversidade, sempre considerando as especificidades alimentares dos animais”, ressaltou Cecília Pessuti, chefe da seção de biologia e veterinária da Sema.

A equipe

A equipe é composta por 5 cozinheiros que preparam toda a dieta, além dos 22 cuidadores que fazem a oferta das refeições e a limpeza dos recintos e mais 12 profissionais que fazem parte da equipe técnica, tais como biólogos, veterinários, zootecnistas e educadores, somando 39 profissionais empenhados pela melhor qualidade de vida dos animais do zoo.

Respeito ao hábito natural

Existe uma preocupação constante em respeitar o hábito natural dos animais e suas necessidades nutricionais. “Quando falamos em alimentação do animal temos que pensar que ele não necessita de um ingrediente específico, mas dos nutrientes que esse ingrediente tem a oferecer. Por exemplo: um macaco não precisa especificamente da banana, ele necessita dos nutrientes que esse item alimentar tem disponível. Por isso são realizados cálculos para saber quais ingredientes usar e em qual proporção, como forma de respeitar o que o animal requer nutricionalmente, bem como a sua fisiologia digestiva e suas preferências alimentares”, explica a zootecnista Juliana Guimarães Matzembacher.

 Alimentos oferecidos pela população

Outra questão importante é a prática inadequada por parte da população em querer alimentar os animais prejudicando a dieta, uma vez que, conforme Cecília, ao oferecer alimentos aos animais, o munícipe está colocando em risco a sanidade do mesmo, que estará se alimentando de itens que irão desequilibrar suas necessidades nutricionais. “Ele terá acesso a um alimento que pode lhe causar riscos sérios como engasgos, aumento na taxa glicêmica, fraturas dentárias, diarreias, vômitos, isso tudo sem considerar uma possível contaminação do alimento, que, quando preparado no setor de alimentação do parque, passa por processos de desinfecção (no caso das frutas)”, afirmou. Nos dias de maior visitação tal problema é mais frequente, mesmo havendo placas nos recintos que solicitam que não sejam oferecidos alimentos aos animais.

O Parque Zoológico Municipal fica na Rua Theodoro Kaisel, 883, na Vila Hortência, e funciona de terça-feira a domingo, das 9h às 17h. Mais informações pelo telefone (15) 3227.5454.

 

 

 

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