Zoonoses realizará Semana de Prevenção da Leishmaniose Visceral e Raiva

Por: Marcelo de Almeida Jr.

A Secretaria da Saúde (SES), por meio da Divisão de Zoonoses, realizará a partir de segunda-feira (6) ações de educação, informação e comunicação em saúde para a população, com o objetivo de reduzir os riscos de transmissão da Leishmaniose Visceral nos seres humanos e nos animais. A programação vai até sexta-feira (10) e ajudará as pessoas quanto às formas de prevenção do vetor, além de informar quais são os sinais e sintomas das doenças em seres humanos visando o diagnóstico precoce e o tratamento em tempo oportuno.

No Paço Municipal, haverá uma exposição de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, sobre a Leishmaniose Visceral com material ilustrativo sobre as condições favoráveis para o desenvolvimento do vetor, informações sobre o ciclo da doença, sinais e sintomas e formas de prevenção. Em exposição também terá materiais sobre a Raiva, uma doença fatal. “A nossa ação visa conscientizar as pessoas quanto a importância da vacinação de animais e orientações sobre morcegos e os riscos deste vírus”, explica a veterinária e chefe da Divisão de Zoonoses, Thaís Buti.

Além disto, equipes de agentes da Divisão de Zoonoses estarão em áreas com transmissão da doença em cães, com visitas de casa em casa para identificar condições favoráveis para a proliferação do mosquito-palha, transmissor da doença. “Nossos agentes vão orientar os cidadãos, notificar os responsáveis para adequações, informar sobre os aspectos da doença, sinais e sintomas, e principalmente, sobre as formas de prevenção, visando reduzir a transmissão naquelas localidades”, completa Thaís.

A leishmaniose visceral humana é uma doença crônica, causada por um protozoário, com os seguintes sintomas: febre, emagrecimento, fraqueza, anemia e aumento de baço, dentre outras manifestações. O diagnóstico e tratamento estão disponíveis na rede de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% dos casos.

A leishmaniose visceral canina é uma doença grave para os animais. O cão é considerado um importante reservatório do parasita. O contágio ocorre somente por meio da picada da fêmea do mosquito-palha infectada.

Os sintomas nos animais são: apatia (desânimo, fraqueza e sonolência), perda de apetite, emagrecimento, feridas na pele, principalmente no focinho, orelhas, articulações e cauda (que demoram a cicatrizar), descamação da pele, crescimento anormal das unhas e perda de pelos. Em fase avançada da doença, os animais apresentam aumento abdominal (“barriga inchada” por causa do aumento do fígado e do baço), problemas oculares (olho vermelho e secreção ocular), diarreia, vômito e sangramento intestinal.

As medidas de proteção preconizadas consistem em diminuir o contato direto entre os seres humanos e os mosquitos-palha, como: uso de repelentes, evitar os horários e ambientes onde esses insetos possam frequentar, utilização de mosquiteiros de tela fina, colocação de telas de proteção nas janelas (orifícios menor que 1mm), evitar o acúmulo de lixo orgânico (folhas, frutos, restos de galhos) nos quintais, mantendo sempre limpas as áreas próximas às residências e os abrigos de animais domésticos. De preferência manter os abrigos de animais afastados da casa. Para minimizar o sombreamento do ambiente recomenda-se a poda periódica das árvores e folhagens.

Medidas para proteção dos cães

Uma medida fundamental para proteção dos cães é manter a saúde e higiene dos animais e não permitir que os mesmos fiquem soltos nas ruas. Também é recomendável o uso de coleira impregnada com inseticida (deltametrina a 4% que devem ser trocadas a cada seis meses ou produtos “spot on”, que devem ser reaplicados mensalmente ou conforme indicação do fabricante). Colocar telas de malha fina no canil (orifícios menos que 1mm) e manter o abrigo sempre limpos sem fezes ou restos de alimentos.

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