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Acessado em: 15/07/2024 - 20h58

Arrastões contra dengue recolhem 451 toneladas de materiais inservíveis


 

Nebulizações de imóveis já consumiram 2.360 litros de veneno

Além de servir para orientar a população sobre como prevenir o avanço da dengue, os arrastões realizados pelas equipes da Divisão de Zoonoses da Secretaria da Saúde (SES) de Sorocaba realizados nos quatro primeiros meses deste ano retiraram, de dentro dos imóveis, 451 toneladas de materiais inservíveis que consistiam em possíveis criadouros de larvas do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti. As ações prosseguem neste mês de maio, a partir de um calendário semanal, e vão continuar ao longo do ano todo, assim como as nebulizações.

A ação começou em janeiro pelo bairro Nova Sorocaba, de onde foram removidas dezessete toneladas de materiais. Desde então, os arrastões ocorrem de segunda a sexta-feira em todas as regiões em que há alto índice de casos de dengue. “Saímos na frente na questão da dengue. Desde janeiro decretamos situação de emergência, o que permitiu adotar medidas a fazer frente a esse desafio. Mais que isso: divulgamos os números e ações, não escondemos nada. Muitas outras cidades esperaram uma recomendação do Ministério da Saúde, que só veio nos últimos dias. Agora temos o privilégio de falar que a dengue está diminuindo, porque adotamos todas as medidas necessárias em tempo hábil. E as ações preventivas vão continuar”, destaca o prefeito Antonio Carlos Pannunzio.

 

Fevereiro

        

Em fevereiro, o serviço de combate à dengue ganhou reforço com a contratação de três veterinários e dois biólogos, além da locação de três caminhões, com fornecimento de mão de obra (12 ajudantes), com vistas a priorizar o serviço nos bairros com maior número de focos de dengue. Naquele mês, a ação aconteceu na Vila Angélica (remoção de 10,53 toneladas de inservíveis), Vila Assis (1,58 t), Vila Carol (1,98 t), Central Parque: (1,33 t), Vila Fiori (2,42 t), Vila Gabriel (6,74 t), Vila Helena: (3,29 t), Nova Sorocaba (1,82 t), Novo Horizonte (0,96 t), Parada do Alto (2,29 t), Vila Santana (0,71 t), Ulisses Guimarães (0,38 t) e Vitória Régia (3,33 t), totalizando 37,36 toneladas. 

Ainda em fevereiro, houve o Dia D, ocasião em que mais trezentas toneladas de inservíveis foram removidas em arrastões nos bairros Nova Esperança, Vila Gabriel e Parada do Alto. Também no Dia D, cerca de seiscentas pessoas distribuíram material educativo em 54 pontos estratégicos da cidade. “Vale destacar que, desde o início do ano, o foco da ação foi conscientizar a população em manter suas casas livres da doença, uma vez que a grande maioria dos criadouros do Aedes aegypti foi e continua sendo identificada dentro das residências”, aponta João Ricardo Pereira Ensser, biólogo da Zoonoses.

 

Em março

 

No mês de março, o total recolhido atingiu 46,35 toneladas, sendo atendidos os bairros: Vila Assis (0,87 t), Barcelona (3,63 t), Vila Helena (5,76 t), Itapemirim (3,58 t), Vila Melges (2,41 t), Jardim Rodrigo (2,77 t), Mineirão (5,93 t), Colorau (4,9 t), Jardim Betânia (3,58 t), Vila Progresso (5,11 t), Vila Hortência (3,88 t), Luciana Maria (1,03 t), Maria do Carmo (2,16 t) e Parque Esmeralda (0,74 t). No período, uma empresa terceirizada foi contratada para a realização de bloqueio e controle de criadouros em áreas de transmissão do vírus, com remoção e tratamento de criadouros do mosquito vetor. Nas ruas, começou a atuação de seis equipes, com oito agentes de controle de endemia e seis supervisores de campo, totalizando 54 funcionários.

        

Abril

 

Em abril, a Zoonoses recolheu 50,97 toneladas em bairros como: Vila Hortência (8,27 t), Itapuã (1,22 t), Jardim Monterrey (1,17 t), Cruzeiro do Sul (2,96 t), Sol Nascente (2,68 t), Califórnia (3,07 t), Jardim Abaeté (1,96 t), Vila Senger (1,29 t), Jardim Botucatu (2,08 t), Jardim Saira (0,99 t), Vila Marques (0,74 t), Vila Mathilde (2,87 t), Habiteto (8,13 t), Jardim Guaíba (3,4 t), Ipanema Ville (5,84 t) e Laranjeiras (4,3 t). Nesse mês, a Prefeitura também conseguiu, por meio de medida judicial, o ingresso forçado em sete residências cujos proprietários não permitiam acesso das equipes de saúde.

Nesta semana de maio, os arrastões ocorrem até este sábado (9) nas regiões do Jardim Guaíba/Santo André, Parque Vitória Régia II e III, além do Parque das Laranjeiras. O calendário da próxima semana ainda será definido, mas deve priorizar as regiões nos arredores das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Brigadeiro Tobias, Parque São Bento, Márcia Mendes, Jardim Simus e Vila Hortência, onde foi registrado maior crescimento de casos da doença nos últimos 15 dias.

        

Nebulização

 

A chamada nebulização pesada em locais de maior transmissão da dengue começou em fevereiro com a aquisição de três equipamentos montados sobre caminhonetes. Elas ocorrem, desde então, de segunda a sexta-feira, das 19h às 22h, desde que as condições climáticas favoreçam a dispersão do veneno. Carros de som foram contratados em abril para divulgação das nebulizações pesadas e orientações gerais para população.

O serviço já foi realizado este ano nas regiões da Vila Hortência, Vila Helena, Éden, Vila Santana, Vila Angélica/Aeroporto, Mineirão, Nova Sorocaba, Ulisses Guimarães, Vila Angélica, Nova Esperança, Vila Gabriel, Parada do Alto, Central Parque e Prestes de Barros. De lá para cá, a zoonoses já utilizou pelo menos 2.360 litros de Malathion, produto para matar mosquitos adultos, além de 22,5 quilos de larvicidas, veneno utilizado para matar larvas de mosquito.

Ainda há a nebulização costal, serviço contratado desde março, em que equipes fazem aplicação de veneno para eliminar os mosquitos dentro de residências, comércios e unidades da rede pública, de forma a evitar a proliferação do mosquito. São cinco equipes, quinze nebulizadores e cinquenta funcionários envolvidos na ação. A Administração Municipal ainda tem mais cinco equipes próprias – com três integrantes cada, e mais quinze nebulizadores – que, além desse serviço, fazem vistorias em imóveis com maior situação de risco para a dengue, como desmanches e comércios de materiais recicláveis.

A diretora da Área de Vigilância em Saúde da SES, Daniela Valentim dos Santos frisa que a nebulização é um complemento dos arrastões. “A nebulização mata o mosquito e os arrastões acabam com as larvas”, disse Daniela, que ainda chama atenção para o uso de repelente e, em caso de constatação de sintomas da dengue, da importância da hidratação e procura por atendimento médico.

 

Números

         

A quantidade de novos casos de dengue em Sorocaba está em queda pela terceira semana consecutiva. Nesta que é a 17ª semana epidemiológica de dengue do ano, foram identificados 2.531 casos do dia 23 a 29 de maio, o menor número desde fevereiro. Até o dia 29 de maio, Sorocaba registrava, neste ano, 48.624 casos de dengue, dos quais 11.703 confirmados por critério laboratorial e 36.921 prováveis, classificados por meio de constatação clínico-epidemiológica. Os óbitos notificados no período somam 22, Há quinze mortes suspeitas que já foram descartadas e outras catorze sob investigação.