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Acessado em: 21/05/2024 - 04h26

Exposição “Ocorre-me algo, mas eu não lembro agora” estreia em Sorocaba

Por: Mariana Campos – macampos@sorocaba.sp.gov.br

Foto: Emerson Ferraz - eferraz@sorocaba.sp.gov.br

        O desconhecimento acerca de seus antepassados e a descoberta de um acervo fotográfico da família deram origem à exposição “Ocorre-me algo, mas eu não lembro agora” que o artista visual, Tiago Bassani, natural de Santo Antônio de Posse (SP), abriu na tarde desta sexta-feira (dia 9), no Chalé Francês. A mostra é gratuita e pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h, até o dia 6 de outubro.

A exposição é uma das seis propostas de artes visuais selecionadas pela Prefeitura de Sorocaba, por meio de um edital da Secretaria da Cultura (Secult), para ocupar a Galeria Scarpa ao longo de 2016. Todos os trabalhos foram escolhidos por uma comissão formada por representantes do Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba (MACS) e da Secretaria da Cultura.

Com curadoria de Allan Yzumizawa, a mostra ocupa quatro salas do Chalé Francês e é dividida em oito seções com cerca de 80 trabalhos entre fotografias com intervenções, vídeo-arte e instalações. Nas séries de Tiago Bassani, a poética apresentada gira em torno da “memória reinventada”, com fotos e objetos dos antepassados do artista criando um duplo movimento de lembrança e deslembrança ao intervir e recontextualizar esses objetos.

A estudante de Artes Visuais, Paula Monterrey, foi uma das pessoas a conferir a exposição em sua estreia e gostou muito do que viu. “Achei muito interessante ‘Post-it’, como ele trabalha com a imagem e a composição das cores dessa obra”, argumenta.

Outro trabalho da mostra é “Ausência/presença” (2016), uma instalação com o áudio de uma receita de pão narrada pela mãe de Tiago Bassani. O espectador pode interagir com a obra, sentar na cadeira de balanço e até deixar uma receita no livro. O trabalho traz a ideia da lembrança. “A ideia é que a pessoa deixe uma receita e quem sabe eu até vá fazê-la depois”, afirma o artista.

Outro trabalho que pode ser conferido no Chalé Francês é “Jogo” (2016), uma transferência fotográfica sobre madeira. A obra traz peças em madeira com imagem de seus antepassados em 3X4 como se fossem peças de dominó. “Primeiramente fiz as peças e depois fui jogar nas praças com as pessoas e, a partir das histórias que eu trazia à tona a respeito daqueles meus familiares, mesmo que fossem fictícias, as pessoas acabavam compartilhando suas histórias comigo. Então além deste trabalho, tenho várias histórias de outras pessoas guardadas comigo. E isso pode gerar uma nova obra”, destaca Tiago.

O Chalé Francês está localizado na Praça Matheus Maylasky, na Avenida Afonso Vergueiro, em frente à Estação Ferroviária, no Centro de Sorocaba.