Sema e Arcebispo se unem para que fiéis não soltem fogos de artifício em Romaria

Por: Alexandre Meiken (Programa de Estágio) - Supervisão: Renato Monteiro

O final do ano é motivo de celebração para muita gente. No entanto, algumas atitudes, como soltar fogos de artifício, prática muito comum para algumas pessoas, podem prejudicar parte da população e até mesmo os animais.

Entre os eventos do final do ano em Sorocaba, está a tradicional Romaria de Aparecidinha, uma caminhada que atrai milhares de fiéis de Nossa Senhora Aparecida em uma celebração de amor e fé. Apesar de o evento não contar mais com o estouro de rojões em determinado trecho do percurso há dois anos, alguns devotos ainda podem utilizar o objeto, causando danos em pessoas e animais.

Pensando no bem-estar das pessoas e dos animais, a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade protocolou ofício junto ao Arcebispo de Sorocaba, Dom Júlio Akamine solicitando que a Igreja Católica desenvolva uma campanha de orientação para que os fiéis não utilizem fogos de artifício. No ofício, assinado pelo secretário Maurício Mota, a Sema se coloca à disposição para ajudar na disseminação das orientações. Em resposta, Dom Júlio manifestou-se de forma favorável ao pedido.

Segundo o secretário, entre os principais problemas causados pela soltura dos fogos estão o estresse e a ansiedade tanto em animais quanto em seres humanos, podendo acarretar em danos físicos e até mesmo a morte. O secretário argumenta que o barulho, associado ao medo, desencadeia uma resposta fisiológica de luta ou fuga, observada pelo aumento da frequência cardíaca, vasoconstrição periférica, dilatação da pupila, piloereção e alterações no metabolismo da glicose.

No caso dos animais, o medo pode acarretar em fugas que podem causar acidentes, quedas, colisões, ataque epilético, desnorteamento, surdez, ataque cardíaco ou desaparecimento do animal, que pode percorrer longas distâncias e não conseguir voltar ao local de origem; comportamentos agressivos e até mesmo o abandono dos ninhos, no caso das aves.

Já em humanos, o barulho dos fogos causa estresse em crianças, incômodo em pacientes que estão nos leitos dos hospitais, mortes, ataques epiléticos, desnorteamento, surdez e ataque cardíaco. O barulho também pode ser nocivo principalmente para pessoas com o Transtorno do Espectro do Autismo. Há ainda o risco de queimaduras e até de amputação de membros naqueles que fazem a soltura de fogos de artifícios.

Em resposta ao pedido protocolado pela Prefeitura de Sorocaba, o Arcebispo de Sorocaba Dom Júlio Akamine orientou os fiéis sobre o evento da Romaria de Aparecidinha e atendeu ao pedido de avisá-los para não usar fogos de artifício no evento “mesmo que em outras manifestações incomodem muito mais, desejamos que, de nossa Romaria, o que mais se ouçam sejam as nossas orações e cantos”, finalizou.

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